Enigma
O deputado estadual Nenem Almeida, do Podemos, postou nas redes sociais, na manhĂŁ de hoje, uma foto acompanhado do deputado Fagner Calegário e do ex-presidente da Aleac, Ney Amorim, com uma legenda enigmática: “Agora Ă© Podemos19, Ă© o Ney Amorim que vem aĂ. Entendedores, entenderĂŁo”.
Majoritária
O fato é que o Podemos já vem ensaiando há algum tempo uma candidatura majoritária no Acre. É um pedido da direção nacional do partido, que quer ter palanque para o seu presidenciável, o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, em todos os estados. Parece que agora é pra valer.
Mudança de planos
O ex-petista Ney Amorim, que vinha construindo sua candidatura para a Câmara Federal, vai ter que dar uma guinada em tanto nos seus planos, caso seja confirmado para disputa do Governo do Acre.
Rompimento
Caso o Podemos avance com a ideia da candidatura majoritária, o partido precisará sair da base do governador Gladson Cameli (PP). Maior bancada da Aleac, ao lado do prĂłprio Progressistas, com quatro deputados cada, será um tremendo baque essa saĂda do Podemos da situação.
Nenem x PetecĂŁo
Outra situação que precisará ser resolvida é entre o deputado Nenem Almeida e o senador e pré-candidato ao Governo, Sérgio Petecão (PSD). Nenem, que faz parte de um partido da situação, nunca se colocou como tal. Sempre teve postura independente e muito próximo da oposição, tanto que já declarou seu apoio a candidatura de Petecão. Só que agora, com seu partido no páreo, precisará decidir se vai ficar com Petecão ou apoiará o seu próprio partido.
ExigĂŞncia
Conversei com o deputado Fagner Calegário e ele disse que por enquanto, o que tem ocorrido Ă© uma ‘prĂ©via’. “Esta semana o partido se reunirá com toda a bancada e participaremos de uma agenda nacional, que está exigindo uma candidatura majoritária no estado”, disse Ă coluna.
Cravou
Apesar de nĂŁo revelar qual o nome do partido que estará na disputa majoritária e nem se a sigla vai disputar Senado ou Governo (ou os dois cargos), Calegário foi enfático: “Resumindo, vem para a disputa majoritária”.
Ney Amorim
O ex-presidente da Aleac Ă© um nome forte e com muitos serviços prestados para o Acre. Testado nas urnas diversas vezes, Ney teve um insucesso recente, na Ăşltima eleição que disputou, quando tentou ganhar uma vaga no Senado ainda pelo PT. Inclusive, a disputa deixou muitas feridas no polĂtico, que pouco tempo depois da eleição deixou o PT e foi para o PP de Gladson, e sĂł depois para o Podemos, chegando inclusive a ocupar uma secretária de estado nos primeiros meses da gestĂŁo do governador. Se for para a disputa do Governo, precisará romper com Gladson, que lhe acolheu quando saiu do PT.
Maior da histĂłria
Essa eleição promete ser a maior da história do Acre caso todos os nomes que vêm se colocando para a disputa do Governo e do Senado se perpetuem. Sabe-se, no entanto, que muitas delas devem cair quando as alianças, e sobretudo as federações, começarem a tomar formatos mais claros. Mas ainda assim, a movimentação está tão intensa que já mostra que a disputa desse ano vai ter tudo.
De mudança
Ao ContilNet, o governador Gladson Cameli afirmou ontem que pode deixar o Progressistas caso a candidatura da senadora Mailza Gomes, tambĂ©m do PP, seja mantida. “Se decidir ser a candidata ao Senado, eu mudo de partido sem ir contra o desejo dela, acreditando que Ă© legĂtima a sua decisĂŁo de disputar a vaga”. A senadora, que desde o ano passado colocou seu nome como prĂ©-candidata ao Senado, vem deixando cada vez mais claro que nĂŁo vai desistir. O destino de Gladson pode ser o UniĂŁo Brasil, mesmo partido do seu desafeto polĂtico e vice-governador, Major Rocha.
Leitura
Com o posicionamento de Gladson, a leitura que faço Ă© que está cada vez mais claro que a dobradinha do governador será com a professora Marcia Bittar (Sem partido). Quando coloca como opção de filiação o UniĂŁo Brasil, partido que deve ser presidido pelo principal fiador do nome de Márcia, o senador Marcio Bittar (UB), Gladson dá claros sinais de como desenhou seu futuro polĂtico para as eleições deste ano.
Pacto desfeito
Ainda no ano passado, os deputados federais Alan Rick (UB) e Jéssica Sales (MDB), e a senadora Mailza Gomes (PP) selaram um pacto para que apenas um deles fosse candidato ao Senado. A ideia era que quem estivesse à frente nas pesquisas eleitorais quando a decisão precisasse ser tomada, seria o candidato de Gladson. Só que nenhum dos três cogita retirar a candidatura, e pelo andar da carruagem, não sairá deste grupo o candidato de Gladson. Sem contar que a deputada federal Vanda Milani (Solidariedade) nunca sequer cogitou sair da disputa pelo Senado. Haja jogo de cintura.



