Quase 4 em cada 10 casas no Acre dependem de programas sociais
No Acre, os programas sociais já fazem parte da realidade de quase quatro em cada dez lares. Dados da PNAD Contínua 2025, divulgados pelo IBGE, mostram que 38,6% dos domicílios acreanos possuem ao menos um morador beneficiário de programas de transferência de renda do governo, como Bolsa Família, BPC-LOAS e outros auxílios sociais.
O índice coloca o Acre entre os estados brasileiros com maior dependência desses programas, superando com folga a média nacional, que ficou em 22,7%.
O levantamento revela um retrato social que se concentra principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde os índices de famílias atendidas por políticas sociais são mais elevados. No ranking nacional, o Pará lidera com 46,1% dos domicílios beneficiados, seguido por Maranhão (45,6%) e Piauí (45,3%).
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Na Região Norte, o Acre aparece atrás apenas do Pará e Amazonas, que registrou 40,8%. O estado também supera unidades federativas como Amapá (37%) e Roraima (27,2%).
Santa Catarina aparece com o menor índice nacional: apenas 6,9% dos domicílios possuem beneficiários de programas sociais. São Paulo também registra um dos menores percentuais, com 11,7%.
Além do Bolsa Família, o levantamento inclui benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, além de iniciativas estaduais e municipais de assistência social.