A influenciadora e dançarina Erica Oliveira, eleita Rainha do Carnaval de Rio Branco em 2025, utilizou suas redes sociais neste domingo, 12, para fazer um forte desabafo e denunciar ter sido vítima de uma tentativa de feminicídio por asfixia. Em um relato gravado em vídeo, a jovem afirmou que foi salva de um enforcamento graças à intervenção de seu filho, de apenas 9 anos.
De acordo com o depoimento público da passista, a agressão física atingiu um nível crítico em que ela chegou a perder a consciência devido à interrupção de sua capacidade respiratória. Erica relatou o desespero ao perceber a gravidade do ataque e o impacto de sofrer a violência vinda de uma pessoa com quem mantinha um vínculo afetivo histórico.
No vídeo compartilhado com seus seguidores, a Rainha do Carnaval descreveu a dinâmica do episódio e o papel decisivo do filho para cessar as agressões.
“Hoje, o meu filho de 9 anos salvou a minha vida. Hoje eu sofri um enforcamento até que eu perdesse o meu nível de consciência. Eu fui impedida de respirar. E quando eu retornei à consciência, eu gritei, eu pedi socorro. Eu pedi socorro com toda a minha força. E o meu filho me ouviu. Ele me ouviu. Graças a ele, eu estou viva”, declarou a vítima.
Erica ressaltou o choque psicológico de enfrentar o atentado contra a própria vida dentro do ambiente doméstico. “É difícil de acreditar que uma coisa dessa pode acontecer com você. É difícil de acreditar que alguém que você tanto amou seria capaz de tentar contra a sua vida de uma forma tão brutal”, complementou no desabafo.
Aproveitando a visibilidade de suas plataformas digitais, a dançarina direcionou sua mensagem a outras mulheres que enfrentam dinâmicas abusivas em seus relacionamentos. Erica enfatizou que atos violentos costumam seguir um padrão de agravamento progressivo e progressões cíclicas, iniciando-se de forma verbal antes de evoluir para agressões físicas fatais.
“Nunca aceite uma agressão, ela sempre vai voltar e o agressor sempre vai piorar todos os atos de agressão. O que começa com um xingamento, com uma pressão psicológica, com imposições, elas vão piorar. Se você não está sozinha, denuncie, não tenha medo”, alertou.
Até o momento do fechamento desta reportagem, a identidade do suposto agressor não foi divulgada publicamente pela vítima no registro audiovisual e não foram detalhados os trâmites dos procedimentos policiais ou pedidos de medidas protetivas de urgência junto à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Rio Branco.
