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Relatório que aponta Acre com menor desigualdade salarial do país

Por Fhagner Soares, ContilNet Fonte: Fhagner Soares, ContilNet 28/04/2026 às 06:02
Relatório que aponta Acre com menor desigualdade salarial do país

Participação feminina cresceu 11%, com destaque para o aumento de vagas ocupadas por mulheres negras e pardas/ Foto: Reprodução

O Acre figura entre os estados brasileiros com os melhores índices de igualdade remuneratória entre gêneros. É o que revela o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o levantamento, o estado registra um índice de 91,9%, consolidando-se como uma das unidades da federação com menor disparidade de rendimentos no setor privado.

O desempenho acreano contrasta com o cenário médio nacional, onde as mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens em empresas com 100 ou mais empregados. Enquanto o Acre avança na paridade, estados como Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%) apresentam os níveis mais críticos de desigualdade.

Comparativo com outras regiões

No ranking das unidades federativas com maior equilíbrio salarial, o Acre aparece acompanhado de estados majoritariamente das regiões Norte e Nordeste, além do Distrito Federal:

Desafios no Cenário Nacional

Apesar do destaque positivo do Acre, o relatório aponta um sinal de alerta para o Brasil. A diferença salarial média nacional apresentou um leve aumento: em 2023, as mulheres recebiam 20,7% a menos; agora, esse número subiu para 21,3%. No salário mediano de contratação, o hiato também cresceu, passando de 13,7% para 14,3%.

Por outro lado, o estudo identificou um crescimento de 11% na participação feminina no mercado de trabalho, com um aumento expressivo no preenchimento de vagas formais por mulheres negras e pardas.

Crescimento da Transparência nas Empresas

O Ministério do Trabalho destacou que tem crescido o número de estabelecimentos que buscam reduzir esse abismo. O total de empresas com até 5% de diferença no rendimento médio chegou a 17,4 mil, o que representa uma alta de 4,3% em relação ao período anterior.

O monitoramento contínuo através destes relatórios é uma das ferramentas do Governo Federal para garantir o cumprimento da Lei de Igualdade Salarial, incentivando empresas a adotarem critérios remuneratórios mais justos e transparentes.

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