ContilNet Notícias
Cotidiano

Construtora diz que ainda não sabe quem vai tirar restos de ponte que caiu em Sena

Por Everton Damasceno, ContilNet 09/06/2026 às 13:10
Construtora diz que ainda não sabe quem vai tirar restos de ponte que caiu em Sena

Retirada de escombros de ponte sobre o Rio Iaco depende de aval do Estado e de perícia/ Foto: Reprodução

O bloqueio do leito do Rio Iaco pelos restos da ponte Padre Paolino Baldassari, que desabou na última sexta-feira (5), tornou-se o novo ponto de discussão em Sena Madureira. Em entrevista concedida nesta terça-feira (9), durante vistoria técnica no local, os sócios da Construtora Cidade, Roberto Santos e Raul Santos, afirmaram que o início da limpeza e a desobstrução do manancial — essencial para a navegação local — dependem de um acerto formal com o Governo do Estado e da apuração pericial do acidente.

O empresário Roberto Santos explicou que a responsabilidade e a logística da operação ainda serão definidas. Uma agenda emergencial deve selar os rumos da ação.

Construtora diz que ainda não sabe quem vai tirar restos de ponte que caiu em Sena

Bloqueio de navegação no Rio Iaco obriga Deracre e empresa a negociar plano de ação/ Foto: Gleison Junior/ Orna Audiovisual

 “Nós vamos ter uma reunião com a governadora, com a pessoa do Deracre e nós vamos resolver internamente lá o que que vai ser possível fazer, tanto o Deracre como nós, nós vamos conversar. [Se é a empresa que vai retirar] não sei, nós vamos conversar”, declarou Roberto.

Roberto lamentou que o primeiro contato com a atual gestão estadual ocorra sob circunstâncias trágicas. “É a primeira vez, a gente nem conhece a governadora, né? É uma situação ruim. Nós passamos por vários governadores aqui e nós vamos conversar e, no diálogo, nós vamos ver o que vai acontecer”, emendou.

Investigação do sinistro dita o ritmo

Complementando o posicionamento do colega, o outro sócio da empreiteira, Raul Santos, indicou que a pressa para limpar a área esbarra na necessidade técnica de preservar as evidências para entender o colapso da obra, avaliada em quase R$ 40 milhões.

“Nós não sabemos [quem retira] porque nós temos que determinar as causas, ok? A causa do sinistro tem que ser levantada”, argumentou Raul.

Apesar da cautela técnica, o empresário fez questão de frisar que há um interesse mútuo entre a iniciativa privada e o poder público para desimpedir o tráfego fluvial o quanto antes.

“Mas isso eu posso garantir que é da nossa vontade, e acredito que é da vontade do governo do Acre também, de acelerar o máximo possível a retirada dos escombros”, concluiu o empreiteiro.

Sair da versão mobile