Ribeirinhos cobram solução após queda de ponte bloquear navegação no Rio

Moradores relatam prejuízos e cobram liberação

Por Dry Alves, ContilNet 14/06/2026 às 11:02
Barcos permanecem impedidos de cruzar trecho do rio/Foto: Reprodução

Ribeirinhos e proprietários de embarcações voltaram a cobrar providências das autoridades após a queda da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira. Segundo relatos, estruturas da ponte que permanecem sobre o Rio Iaco continuam impedindo a navegação e causando prejuízos a quem depende do transporte fluvial para trabalhar.

Um dos moradores afetados afirma que embarcações estão presas desde a última sexta-feira e não conseguem atravessar o trecho onde parte da estrutura desabou. De acordo com ele, diversas tentativas de passagem já foram realizadas, mas sem sucesso devido ao risco oferecido pelos destroços da ponte.

O ribeirinho relata que utiliza a embarcação para transporte de cargas, compra e venda de gado e deslocamentos até propriedades rurais. Com a interrupção da navegação, atividades econômicas da região também estariam sendo afetadas.

Outra reclamação é a falta de informações sobre as medidas que serão adotadas para liberar o tráfego no rio. Segundo o morador, representantes das empresas e órgãos envolvidos na obra foram procurados, mas até o momento não teriam apresentado um cronograma ou alternativa para garantir a passagem segura das embarcações.

Os trabalhadores afirmam que a travessia próxima aos pilares remanescentes da ponte representa risco de acidentes, especialmente para embarcações maiores. Diante da situação, os ribeirinhos pedem a retirada dos obstáculos ou a criação de um canal provisório que permita a retomada da navegação no Rio Iaco.

Procurada pelo ContilNet após reclamações de moradores e ribeirinhos sobre os destroços da ponte que seguem dificultando a navegação, a presidente do Deracre, Sula Ximenes, informou que a retirada das estruturas ainda não pode ser realizada porque o local precisa passar por uma perícia técnica.

Segundo a gestora, a remoção do material neste momento poderia comprometer as investigações que buscam identificar as causas do desabamento. Ela explicou que o procedimento pericial já está em andamento e que, após sua conclusão, os destroços serão retirados.

Sula também destacou que a Via Mário Lobão segue como rota alternativa para a população e que os serviços de recuperação da estrada terão início na próxima terça-feira.

“É necessário aguardar a realização da perícia. Não está liberado mexer nos destroços neste momento justamente para não prejudicar os trabalhos técnicos. Assim que essa etapa for concluída, o material será retirado”, afirmou.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.