Ribeirinhos e proprietários de embarcações voltaram a cobrar providências das autoridades após a queda da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira. Segundo relatos, estruturas da ponte que permanecem sobre o Rio Iaco continuam impedindo a navegação e causando prejuízos a quem depende do transporte fluvial para trabalhar.
Um dos moradores afetados afirma que embarcações estão presas desde a última sexta-feira e não conseguem atravessar o trecho onde parte da estrutura desabou. De acordo com ele, diversas tentativas de passagem já foram realizadas, mas sem sucesso devido ao risco oferecido pelos destroços da ponte.
O ribeirinho relata que utiliza a embarcação para transporte de cargas, compra e venda de gado e deslocamentos até propriedades rurais. Com a interrupção da navegação, atividades econômicas da região também estariam sendo afetadas.
Outra reclamação é a falta de informações sobre as medidas que serão adotadas para liberar o tráfego no rio. Segundo o morador, representantes das empresas e órgãos envolvidos na obra foram procurados, mas até o momento não teriam apresentado um cronograma ou alternativa para garantir a passagem segura das embarcações.
Os trabalhadores afirmam que a travessia próxima aos pilares remanescentes da ponte representa risco de acidentes, especialmente para embarcações maiores. Diante da situação, os ribeirinhos pedem a retirada dos obstáculos ou a criação de um canal provisório que permita a retomada da navegação no Rio Iaco.
Procurada pelo ContilNet após reclamações de moradores e ribeirinhos sobre os destroços da ponte que seguem dificultando a navegação, a presidente do Deracre, Sula Ximenes, informou que a retirada das estruturas ainda não pode ser realizada porque o local precisa passar por uma perícia técnica.
Segundo a gestora, a remoção do material neste momento poderia comprometer as investigações que buscam identificar as causas do desabamento. Ela explicou que o procedimento pericial já está em andamento e que, após sua conclusão, os destroços serão retirados.
Sula também destacou que a Via Mário Lobão segue como rota alternativa para a população e que os serviços de recuperação da estrada terão início na próxima terça-feira.
“É necessário aguardar a realização da perícia. Não está liberado mexer nos destroços neste momento justamente para não prejudicar os trabalhos técnicos. Assim que essa etapa for concluída, o material será retirado”, afirmou.
