Em entrevista exclusiva ao ContilNet nesta quarta-feira (29), o ex-vice-governador e ex-deputado federal Major Rocha abriu o jogo sobre o cenário polĂtico atual e suas definições para o pleito eleitoral.
Durante visita Ă Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Rocha nĂŁo apenas oficializou seu apoio Ă prĂ©-candidatura de Alan Rick ao governo, como tambĂ©m teceu crĂticas ao senador Marcio Bittar, questionando sua coerĂŞncia ideolĂłgica.
Questionado sobre sua posição polĂtica, especialmente diante da prĂ©-candidatura de sua irmĂŁ, Mara Rocha, ao Senado, Rocha foi enfático ao defender uma ruptura com a atual gestĂŁo estadual. Ele vĂŞ em Alan Rick a oportunidade de concretizar as promessas de renovação feitas ainda em 2018.
“Olha, nĂłs temos duas possibilidades na eleição: a continuidade do que está aĂ, com os dois candidatos do governo, e nĂłs temos a possibilidade de mudança real. NĂłs temos um candidato de esquerda tambĂ©m, que a gente reconhece a gestĂŁo da esquerda. E nĂłs temos uma possibilidade de mudança real, aquela mudança que nĂłs acreditamos lá em 2018 e nĂŁo conseguimos efetivar. Acho que o Alan hoje representa isso, esse sentimento de mudança. E por isso tem essa aceitação que a gente vĂŞ em todas as pesquisas, ele disparando.”
Sobre a disputa pelo Senado, Rocha destacou que a renovação da Casa Ă© fundamental para o paĂs, reforçando a confiança na ficha limpa de Mara Rocha em contraste com o cenário de omissĂŁo que ele observa no Congresso Nacional.
“Da mesma forma a Mara. A gente acha que o Senado Ă© uma casa-chave para a gente mudar o Brasil. NĂŁo dá para aceitar como normal um ministro ter um contrato de 129 milhões e o Congresso se omitindo, o Senado se omitindo. E o Senado se omite porque a maioria dos nossos senadores, quase que a totalidade, tem pendĂŞncias na Suprema Corte. Isso faz com que eles se omitam. E aĂ nĂłs estamos vivendo hoje num regime que sequer criticar o governo, o Supremo ou algumas autoridades nĂłs podemos. Acho que o Senado precisa de pessoas com ficha limpa, e a Mara Ă© essa pessoa com ficha limpa.”
CrĂticas a Marcio Bittar
Um dos pontos mais polĂŞmicos da entrevista foi a resposta de Rocha Ă s declarações de Márcio Bittar, que se autointitula o Ăşnico candidato de direita na disputa. Rocha relembrou o passado polĂtico de Bittar para contestar tal afirmação.
“Olha, Márcio Bittar já foi do PCB, já foi do PPS (Partido Popular Socialista), já fez curso na UniĂŁo SoviĂ©tica, já foi comunista de carteirinha. A Mara nunca foi. A Mara sempre militou do mesmo lado. EntĂŁo assim, eu nĂŁo quero criticar. Acho que o Bittar hoje Ă© um dos candidatos de direita, e vejo nessa confusĂŁo toda que muita gente faz, que colocam outros candidatos de direita. Eu vejo dois candidatos de direita, que Ă© o Márcio Bittar e a Mara, mas com um diferencial em favor da Mara: a Mara nunca foi esquerda. O Bittar já foi, e foi atĂ© bem pouco tempo atrás”, acrescentou.
Futuro polĂtico pessoal
Apesar de sua ativa participação nas articulações e bastidores, Major Rocha indicou que não pretende, ao menos no momento, retornar à linha de frente como candidato a cargos eletivos. Ele afirmou que se sente mais produtivo atuando como conselheiro e articulador:
“NĂŁo, eu acho que eu participo da polĂtica ajudando, participo da polĂtica dando ideias. A experiĂŞncia que eu acumulei ao longo de muitos anos, ela pode ser importante, mas nesse momento eu nĂŁo penso em participar efetivamente e pessoalmente do processo eleitoral. Acho que eu ajudo muito mais apoiando os meus candidatos, ajudando, tentando construir pontes e, mais que isso, dando ideias para um futuro governo”.
Ao ser provocado se essa decisão seria definitiva, Rocha manteve a porta entreaberta, mas reafirmou sua posição atual:
“NĂŁo, eu digo que hoje está fora dos meus planos”.



