O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançaram, nesta quinta-feira (17), a Governança pelos Negócios da Bioeconomia Amazônica.
A iniciativa reúne cerca de 30 instituições com o objetivo de ampliar as conexões entre empreendedores, empresas, instituições financeiras, centros de pesquisa e mercados na região.
O lançamento ocorreu durante o Inova Amazônia Summit 2026, realizado no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco. Entre os participantes estão empresas como Natura, Mercado Livre, Grupo Bemol e Grupo Trigo, além de instituições como Banco da Amazônia, Finep, Embrapa, Suframa, CNI e CNA.
De acordo com o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a instituição pretende atuar como uma ponte entre governos, empresas e organizações para criar oportunidades para pequenos negócios ligados à bioeconomia.
Segundo ele, a proposta é aproximar diferentes setores e construir ações voltadas ao desenvolvimento sustentável dos territórios amazônicos.
“O Sebrae é um grande conector das diferentes esferas de governança, seja os municípios, seja os estados e o governo federal. Então nós juntamos nos territórios, conectamos essas entidades, além de diferentes parceiros da iniciativa privada, para que possamos convergir em agendas importantes. Entre elas, uma das mais importantes para o país hoje é a bioeconomia”, afirmou.
Rodrigo também destacou que o Sebrae pretende apoiar empreendedores desde a qualificação até o desenvolvimento dos produtos. A atuação inclui consultorias, capacitações e apoio a cooperativas que trabalham com atividades relacionadas ao extrativismo e ao aproveitamento sustentável dos recursos da floresta.
Segundo o presidente, uma das iniciativas desenvolvidas em parceria com o BNDES, por meio do Fundo Amazônia, envolve mais de 50 cooperativas distribuídas por seis estados da região, incluindo o Acre. A proposta é contribuir para a geração de renda sem comprometer a conservação ambiental.
“Estamos participando, por exemplo, junto com o BNDES, uma ação importante do Fundo Amazônia, mais de 50 cooperativas em seis estados aqui da Amazônia, no Acre, enfim, no Pará, em Rondônia, na Amazônia, no Amazonas, para que possamos, a partir daí, termos a geração de renda com a floresta em pé e garantindo a sustentabilidade, que é fundamental para que possamos ter um planeta que possa, a partir daí, avançar, gerando as pessoas qualidade de vida.
Para integrar a Governança, as instituições precisam estar relacionadas ao desenvolvimento da bioeconomia, seja por meio de pesquisa, financiamento, apoio aos negócios, tecnologia ou desenvolvimento de produtos sustentáveis.
Rodrigo citou instituições de pesquisa e empresas como exemplos de organizações que podem contribuir em diferentes etapas dessas cadeias produtivas. “O Sebrae é o grande conector de todo esse processo”, destacou.
A iniciativa também busca fortalecer negócios de diferentes portes e aproximar empreendedores amazônicos de novas oportunidades comerciais. A proposta é identificar demandas e possibilidades de cooperação em cada território, criando uma agenda conjunta para ampliar o acesso a financiamento, tecnologia, conhecimento e mercados.
Durante o evento, Rodrigo ainda destacou o papel do Inova Amazônia como espaço para estimular novos negócios e projetos ligados à inovação na região.
Segundo ele, o programa já conta com mais de 400 startups aceleradas e tem entre suas frentes o apoio a iniciativas relacionadas à biodiversidade e à bioeconomia amazônica.
“O Sebrae é o grande conector de todo esse processo. E nada melhor do que esse espaço aqui, na Universidade Federal do Acre, no Inova Amazônia. O terceiro ano que nós realizamos essa reunião, esse grande evento que reúne justamente o processo de construção de apoio a startups, a grandes ideias a partir da região norte do país. Nós temos aqui, hoje, mais de 400 startups aceleradas, o nosso programa Inova Biomas, que é justamente o apoio aqui nessa região”, finalizou.




