Crianças menores de 2 anos lideram as mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Acre em 2026. Dados do Painel Epidemiológico do Ministério da Saúde, checados pelo ContilNet neste sábado, mostram que sete crianças dessa faixa etária morreram neste ano em decorrência de vírus respiratórios.
As mortes entre os bebês e crianças pequenas foram causadas por diferentes agentes virais: duas por Vírus Sincicial Respiratório (VSR), quatro por rinovírus e uma por metapneumovírus.
Ao todo, o Acre já contabiliza 11 mortes confirmadas por SRAG em 2026, segundo o painel nacional. Desse total, cinco foram provocadas por rinovírus, três por VSR, duas por metapneumovírus e uma por Influenza A.
Os dados mostram ainda mortes em outras faixas etárias: uma entre crianças de 2 a 4 anos, duas entre pessoas de 15 a 49 anos e uma entre pacientes de 50 a 64 anos.
Além das mortes já confirmadas por vírus identificados, o estado registra outros 10 óbitos por SRAG não especificada. Com isso, o número total de mortes relacionadas à síndrome respiratória no Acre chega a 21 neste ano.
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O avanço dos casos já havia sido apontado em boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre no último dia 15 de maio. O documento mostra aumento de 40% nas notificações de SRAG entre as semanas epidemiológicas 1 e 17, na comparação com o mesmo período de 2025.
No ano passado, o Acre havia registrado 797 casos. Em 2026, o número saltou para 1.117 notificações.
Segundo o boletim, o crescimento das internações começou nas primeiras semanas do ano e atingiu pico em março, durante a Semana Epidemiológica 9, quando foram registrados 81 casos.
A Sesacre aponta que crianças de 0 a 9 anos e idosos acima de 60 anos seguem como os grupos mais afetados pelas internações.
De acordo com o levantamento, o aumento das hospitalizações está relacionado principalmente à circulação do Vírus Sincicial Respiratório, rinovírus e Influenza A. O estado permanece em nível de alerta para SRAG, especialmente por causa das internações de crianças pequenas.
Entre os vírus identificados em pacientes hospitalizados neste ano também aparecem Influenza A H1N1, Covid-19, adenovírus, parainfluenza e bocavírus.
A secretaria reforça a importância da vacinação, principalmente para crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.


