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Sindicato anuncia recurso para derrubar suspensão da greve da Educação

Por Matheus Mello 28/05/2026 às 09:51

Rosana Nascimento é presidente do Sinteac/Foto: Reprodução

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, afirmou nesta quinta-feira (28), durante protesto em frente à Câmara Municipal de Rio Branco, que a categoria vai pedir a reconsideração da decisão judicial que determinou a suspensão da greve da Educação municipal.

SAIBA MAIS: Greve da educação: servidores protestam na Câmara após decisão judicial

Segundo a sindicalista, o sindicato entende que o movimento é legal e acusa a Prefeitura de Rio Branco de ter apresentado informações falsas ao Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

“Mas o sindicato já fez o pedido de reconsideração da liminar de suspensão da greve, porque nossa greve está legal, a prefeitura mentiu para o Tribunal de Justiça”, declarou em entrevista ao ContilNet.

Servidores acamparam em frente à Câmara de Rio Branco/Foto: Matheus Mello/ContilNet

Centenas de servidores participaram do ato realizado em frente à Câmara Municipal, com panelaço, carro de som e interdição da rua. A mobilização aconteceu um dia após o desembargador Nonato Maia determinar a suspensão imediata da greve e estabelecer multa diária de R$ 50 mil aos sindicatos em caso de descumprimento.

Rosana informou que o sindicato foi notificado oficialmente da decisão judicial na tarde desta quarta-feira (27) e que uma assembleia seria realizada ainda nesta quinta para definir os encaminhamentos sobre o cumprimento da liminar.

“O sindicato foi notificado pelo oficial de justiça ontem, às 14 e alguns minutos. Nós temos 24 horas hoje. 11 horas nós vamos fazer a nossa assembleia para cumprimento da liminar e encaminhar o Tribunal de Justiça”, disse.

Apesar disso, a dirigente afirmou que a categoria seguirá mobilizada nos próximos dias, incluindo ações junto ao Ministério Público para denunciar as condições das escolas municipais.

“Esse povo que está aqui vai amanhã no Ministério Público fazer as representações das denúncias”, afirmou.

Rosana também confirmou uma nova reunião marcada para segunda-feira, 1º de junho, entre representantes dos sindicatos e o desembargador Nonato Maia.

A sindicalista criticou ainda a condução das negociações pela prefeitura e afirmou que as tratativas com a categoria se arrastam desde 2023 sem acordo definitivo.

“A negociação não é só desse ano, vem desde 2023. A prefeitura argumenta que está negociando, vai ficar 10 anos negociando, sem fechar a negociação”, declarou.

Segundo ela, há recursos suficientes na área da educação para atender às reivindicações dos trabalhadores.

“Tem que negociar conosco tratando da rubrica da educação, do financiamento da educação, porque tem dinheiro sim. Já chegou agora no quarto trimestre mais milhões de dinheiro na complementação do governo federal, portanto tem orçamento para nos atender”, concluiu.

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