A médica pneumologista Célia Rocha alertou que a maioria dos casos de sinusite não exige o uso de antibióticos. Segundo ela, cerca de 95% das ocorrências têm origem viral, o que muda completamente a forma de tratamento.
Pacientes costumam procurar atendimento relatando nariz entupido, espirros e secreção nasal, já com a ideia de que precisam iniciar antibiótico. A especialista explica que essa conduta pode ser inadequada e trazer riscos à saúde.
“A maioria das sinusites é viral. Não é necessário começar antibiótico logo no início”, afirmou.
Os sintomas mais comuns incluem congestão nasal, coriza, espirros e sensação de pressão no rosto. Esses quadros tendem a melhorar de forma natural em até sete dias.
O tratamento inicial deve priorizar medidas simples. A ingestão de líquidos, uma alimentação equilibrada e a lavagem nasal com soro fisiológico ajudam na recuperação. Em alguns casos, o uso de corticoide nasal pode ser indicado para reduzir o inchaço e facilitar a respiração.
O acompanhamento médico é importante para avaliar a evolução do quadro. A sinusite pode mudar de padrão e exigir outro tipo de abordagem.
O uso de antibióticos é indicado apenas quando há sinais de infecção bacteriana. Entre os principais estão febre por mais de 48 horas, dor intensa na face, geralmente de um lado, e secreção amarelada ou com presença de sangue.
Nessas situações, o tratamento precisa ser ajustado com orientação médica. A identificação correta da causa evita o uso desnecessário de medicamentos.
O uso indiscriminado de antibióticos não resolve casos virais e ainda pode causar resistência bacteriana. Isso dificulta o tratamento de infecções futuras.
A recomendação é evitar automedicação e observar os sintomas. Se houver piora ou persistência do quadro, a orientação é procurar atendimento profissional.
A médica reforça que informação correta faz diferença no tratamento. Saber identificar quando a sinusite é viral ou bacteriana contribui para uma recuperação mais segura.
Célia Rocha também destacou a importância de manter a vacinação em dia. Segundo ela, muitos vírus sofrem mutações ao longo do tempo, o que pode aumentar o risco de complicações respiratórias. A imunização atualizada ajuda a reduzir a gravidade dos quadros e protege especialmente pacientes mais vulneráveis.
