A queda da Ponte Padre Paolino Baldassari, em Sena Madureira, na última sexta-feira (5), mudou drasticamente a rotina de moradores do Segundo Distrito e voltou a expor problemas antigos da região, como o risco de deslizamentos e a vulnerabilidade de famílias que vivem às margens do rio.
Um dos moradores mais antigos da comunidade, Toinho Apolinário, o “Toninho”, acompanhou de perto os impactos da tragédia e se emocionou ao falar sobre a situação. Ele afirma que a ponte representava um sonho antigo da população local, agora interrompido, mas diz que a comunidade não pretende desistir de lutar por melhorias.
“Nós não vamos desistir de lutar por dias melhores para nossa geração futura, para nossos filhos e para a população em geral, que são mais de 2 mil famílias do bairro de Niterói, do São Francisco, do Quintal Florestal e de centenas de comunidades vizinhas. Estamos nessa situação novamente, voltamos para a antiga catraia e torcemos para que as nossas autoridades tomem as devidas providências. Aqui ninguém está atrás de culpados. O que nós queremos é que a solução seja resolvida, porque essa ponte ainda está na garantia”, completou.

Ponte Padre Paolino Baldassari/Foto: Gleison Junior/ Orna Audiovisual
Segundo ele, além do desabamento, o cenário no entorno da estrutura também preocupa. Toninho relata que o solo cedeu em vários pontos e que rachaduras e deslizamentos se intensificaram após a queda da ponte, colocando em risco casas próximas à área atingida.
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Toninho também pediu a atuação urgente da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e autoridades municipais e estaduais para avaliar a situação e retirar famílias das áreas mais afetadas. Ele defende ainda a disponibilização de transporte para idosos e pessoas doentes que precisam atravessar o rio diariamente.
