O governo do Acre decretou situação de emergência em saúde na noite da última quarta-feira (3). O decreto, publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE), considerou a superlotação dos leitos das unidades hospitalares, além do aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
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A diretora de Atenção Primária e Vigilâncias em Saúde e Ambiental, Suane Oliveira, destacou que o governo adotou uma série de medidas para combater a situação.
“Entre as ações adotadas, está o uso de Tamiflu [medicamento antiviral], de forma precoce, para que não haja o agravamento da doença, intensificação da vigilância epidemiológica, ampliação rigorosa aos protocolos clínicos, além de monitoramento diário dos leitos, para que a gente tenha uma rápida resposta quanto à necessidade de ampliação dos leitos, das vagas de UTIs, de unidades senointensivas, de tratamento”, explicou.
O Tamiflu (fosfato de oseltamivir) é um medicamento antiviral indicado para o tratamento e prevenção da gripe causada pelos vírus Influenza A e B, incluindo cepas como o H1N1. Ele não cura a gripe, mas atua inibindo a multiplicação do vírus no organismo, reduzindo a duração e a gravidade da doença, além de evitar complicações.
Ele deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas após o surgimento dos primeiros sintomas. É mais indicado para pessoas com maior propensão a complicações, como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas ou imunidade baixa.
O uso do medicamento não dispensa a necessidade da vacinação anual contra a gripe. Embora não exija retenção de receita na farmácia, o uso deve ser orientado por um médico. O uso indiscriminado pode causar efeitos colaterais como náuseas e vômitos.
“É um cenário de uma crise sanitária que está acontecendo, que precisa de uma intervenção rápida do governo e da Sesacre, e em parceria com os municípios, e que o que tem sido feito, são essas parcerias e o fortalecimento da rede de atenção à saúde para a gente conter essa crise”, disse.
Decreto de emergência em saúde
“No ano passado, na semana epidemiológica de 1 a 21, a gente teve 1.060 casos e, quando comparado a esse ano, essa mesma semana de 1 a 21, nós temos um dado que aponta 1.438 casos. Isso nos manteve em alerta devido ao crescente número de casos e a nossa capacidade de ocupação de leitos, tanto de urgência quanto de internação, seja adulto ou pediátrico”, explicou Suane.
De acordo com a diretora, o decreto é uma medida para que o governo possa, além de dar uma resposta rápida, conseguir apoio do governo federal, pelo Ministério Público.
“Esse decreto é uma medida para que a gente dê uma resposta rápida para esse aumento de casos. É uma medida que é tomada para que a gente consiga reforçar a nossa rede de saúde com a ampliação de leitos, como a contratação de profissionais para reforçar essa abertura de leitos, para a gente traçar medidas estratégicas e obter apoio do Ministério da Saúde, como a contratação mais célebre de insumos, de MMH, de equipamentos e medicamentos para esses pacientes”, explicou.
De acordo com Suane, além dessas medidas, o governo busca parcerias com os municípios.
“Para que esses casos tenham a oportunidade de ser atendidos logo no começo dos sintomas para que eles não possam agravar e acabar chegando a um caso de ter que vir para uma unidade hospitalar, para as UTIs pediátricas e a rede de urgência e emergência. Medidas estratégicas vêm sendo tomadas para a ampliação da rede de atendimento das unidades básicas, assim como a ampliação da cobertura vacinal em todo o Estado do Acre”, disse.
Além das medidas tomadas pelo governo e o incentivo a vacinação, a diretora pontuou que a população deve evitar aglomerações, usar máscaras e evitar contato direto e contínuo de pacientes com sintomas respiratórios.
“No agravamento dos sintomas já procure atendimento médico para que esse paciente tenha um atendimento eficaz e não aconteça agravamentos e mortes, como a gente vem observando nos últimos tempos”, explicou.

