Manoel Victor Souza da Silva, de 18 anos, morreu após reagir a uma abordagem da Polícia Militar e apontar uma arma de fogo contra uma guarnição da Ronda Ostensiva Tática Móvel (ROTAM), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), na madrugada deste sábado (27). O caso ocorreu em um terreno baldio localizado na Rua Estácio de Sá, no bairro Bahia Velha, na região da Baixada da Sobral, em Rio Branco.
Segundo informações da Polícia Militar, a equipe realizava patrulhamento de rotina na Baixada da Sobral quando foi abordada por uma vítima, que informou que sua motocicleta, uma Yamaha/Fazer 250 Blueflex, de cor branca e placa MXR-3966, havia acabado de ser roubada na Rua Boa União, conhecida como Rua das Mangueiras, no bairro Boa União, por uma dupla de criminosos.
A vítima entrou em contato com o sistema de rastreamento e localizou a motocicleta em um terreno baldio. A guarnição se deslocou até o endereço e encontrou o veículo. Em seguida, colheu informações com a vítima e realizou patrulhamento na região na tentativa de localizar os suspeitos, porém eles não foram encontrados.

Ao tentar resgatar moto roubada, jovem aponta arma para PM e morre | Foto: ContilNet
Os policiais militares retornaram ao terreno para recolher a motocicleta e flagraram Manoel Victor tentando recuperá-la novamente. Ao perceber a presença da guarnição, o suspeito apontou uma arma de fogo contra os policiais e, diante da ameaça, um dos militares efetuou um único disparo, que atingiu o jovem no peito.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, e uma ambulância de suporte avançado foi enviada ao endereço. No entanto, quando a equipe médica chegou ao local, Manoel Victor já estava sem sinais vitais, tendo o óbito sido constatado.
Policiais militares do 1º Batalhão isolaram a área para a realização dos trabalhos da perícia criminal. Após a conclusão dos procedimentos periciais, o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames cadavéricos.
O caso será apurado inicialmente pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil e, posteriormente, ficará sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que dará continuidade às investigações.



