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Vírus Sincicial Respiratório é a maior causa de internações por SRAG no Acre

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 22/05/2026 às 10:55

A internação tem aumentado em Rio Branco/Foto: Freepik

O perfil epidemiológico das infecções respiratórias no Acre mudou. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) assumiu o topo da curva e se tornou o principal causador de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado.

Os dados constam no Boletim Semanal de Síndromes Respiratórias, emitido pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), correspondente à análise das primeiras 17 semanas epidemiológicas do ano.

“No ano atual os dados mostram aumento significativo das internações por SRAG, a partir da Semana epidemiológica 02, início de oscilações no número das notificações com maior pico registrado na SE-09, mês de março, com 81 casos. As notificações seguem em alta em relação aos anos anteriores, no mesmo período analisado, com base nesses dados temos um cenário de alerta contínuo para as unidades de internação do estado”, explica o documento. 

Esse aumento acentuado, impulsionado pelo VSR, Rinovírus e Influenza A, registrou maior pico de internações no mês de março (semana epidemiológica 09), quando foram contabilizados 81 casos graves em apenas sete dias.

As informações apresentadas do boletim baseiam-se nos dados das quatro Unidades Sentinelas para SG: UPA do 2º Distrito em Rio Branco, Hospital Raimundo Chaar em Brasiléia e UPA Jacques Pereira em Cruzeiro do Sul e UBS Maria de Fatima em Plácido de Castro, assim como, das unidades de internação para SRAG do estado.

Distribuição dos vírus respiratórios identificados a partir da coleta da SRAG por ano de ocorrência/Foto: Boletim Sesacre

As coletas e exames realizados através das quatro unidades sentinelas do estado no ano de 2026, mostram os vírus Rinovírus, Influenza A (não subtipado), Vírus Sincicial Respiratório (VSR) como os mais frequentes nas unidades.

“O crescimento nas internações, por influenza A e VRS, mostra que o estado atingiu nível de alerta, no indicador geral de SRAG, principalmente nas hospitalizações de crianças pequenas”, diz o boletim.

Ainda de acordo com o documento, o cenário de 2026 mostra o VSR como o protagonista das internações, assumindo o topo da curva epidemiológica, seguido pelo Rinovírus e baixa detecção do Sars-Cov-2. “Cenário atípico pós pandemia. Possivelmente influenciado por variações climáticas ou novos padrões de circulação viral Este é um dado crítico, pois o VSR é uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas e idosos, exigindo atenção redobrada das unidades de saúde neste início de ano”, destacou.

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