A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) emitiu, nesta segunda-feira (1º) um alerta por conta do avanço das doenças respiratórias em 2026. É que dados do boletim epidemiológico com números verificados até a 20ª semana epidemiológica, ou seja, até o último dia 23 de maio, mostram que, em 2026, foram registrados 1.303 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), número superior ao observado nos mesmos períodos de 2024 e 2025.
No mesmo intervalo, 37 pessoas morreram em decorrência da doença; destas, 14 ocorreram na primeira infância. Metade dessas mortes foi registrada entre crianças menores de dois anos, tendo como principais causas a bronquiolite e a pneumonia.
Atualmente, a ocupação da UTI Pediátrica 1 chegou a 91,9%, enquanto a UTI Pediátrica 2 registra 89,2%. Já as enfermarias pediátricas operam com 87,7% da capacidade ocupada.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o cenário é impulsionado pela circulação simultânea de diversos vírus respiratórios, entre eles influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus, adenovírus e metapneumovírus. O VSR tem sido apontado como um dos principais responsáveis pelos quadros graves em crianças pequenas.
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Segundo a Sesacre, crianças menores de dois anos seguem entre os grupos que mais exigem atenção devido aos casos de bronquiolite associados ao vírus sincicial respiratório. Entre os idosos, aumentam os registros de pneumonias e complicações respiratórias que demandam internação.
“É importante que pais, responsáveis e toda a população estejam atentos aos sintomas respiratórios, principalmente dificuldade para respirar, febre persistente, chiado no peito e cansaço excessivo. Procurar atendimento logo nos primeiros sinais ajuda a evitar agravamentos e garante um cuidado mais rápido e eficiente”, alertou a coordenadora da área técnica de vírus respiratórios da Vigilância em Saúde, Anub Martins.O município de Feijó concentra uma das situações mais preocupantes do interior do estado. Dos nove óbitos por SRAG registrados no município neste ano, seis ocorreram entre crianças indígenas.
Diante do aumento dos casos, a Sesacre informou que intensificou o monitoramento epidemiológico e assistencial em todas as regionais do Acre. O trabalho inclui acompanhamento diário da ocupação hospitalar, reforço das equipes de saúde e avaliação permanente para ampliação da capacidade de leitos, caso seja necessário.
“Trata-se do nosso dever e de uma determinação da governadora Mailza acompanhar de perto o cenário epidemiológico de forma permanente, trabalhando para fortalecer a assistência em todas as regionais do estado. Também estamos reforçando equipes, monitorando diariamente a ocupação das unidades e avaliando medidas para ampliação da capacidade assistencial, caso seja necessário. Ao mesmo tempo, reforçamos o pedido para que a população mantenha a vacinação atualizada e adote medidas simples de prevenção, que continuam sendo fundamentais para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios e proteger principalmente crianças e idosos”, afirmou o secretário de Saúde, José Bestene.

Dados: Sesacre
A vacinação continua sendo uma das principais estratégias para reduzir casos graves e mortes. Além da vacina contra a gripe disponível para a população, o Acre oferece imunização contra o vírus sincicial respiratório para gestantes e imunoglobulina para bebês prematuros que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
“A vacinação continua sendo uma ferramenta fundamental para proteger a população, principalmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Além da vacina contra influenza disponível para o público, o Estado também já oferece proteção contra o vírus sincicial respiratório para gestantes e imunoglobulina para prematuros dentro dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Manter a caderneta atualizada é essencial neste período de maior circulação viral”, destacou a coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Renata Quiles.
A orientação das autoridades é que a população mantenha a vacinação em dia, utilize máscara em caso de sintomas gripais, higienize frequentemente as mãos, evite ambientes fechados e procure atendimento médico diante de sinais de agravamento, especialmente em crianças pequenas e idosos.
