Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em alta no Acre, de acordo com os boletins epidemiológicos da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e InfoGripe, da Fiocruz, divulgados na última semana.
De acordo com o documento da Sesacre, foram registrados 1.624 casos de SRAG entre as Semanas Epidemiológicas (SE) 1 a 23. Dentre esses registros, Rio Branco concentra 41,17% do total de notificações, o que equivale a 669 casos, seguido de Cruzeiro do Sul, com 14,95% dos casos.
Segundo o boletim, a capital acreana se mantém como epicentro de registros, impulsionada pelo adensamento urbano e centralização das unidades de terapia intensiva de referência e demais unidades privadas que notificam SRAG hospitalizado.
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Ainda no boletim da pasta, foi informado a baixa cobertura vacinal da Influenza Trivalente nos grupos prioritários, que não atingiram a meta de 90%, “o que ajuda a explicar por que o estado permanece em nível de alerta e o porquê de as crianças menores de 10 anos e idosos continuarem liderando as hospitalizações”, diz o documento.
Na capital acreana, o boletim aponta cobertura insuficiente, atingindo 40,50% em crianças e 44,65% em idosos. Além disso, Rio Branco está entre os municípios onde nenhuma puérpera se vacinou.
As cidades com registro de cobertura vacinal desse grupo são Xapuri (2,70%), Manoel Urbano (2,86%), Plácido de Castro (3,23%), Porto Acre (2,68%), Sena Madureira (3,09%), Senador Guiomard (4,76%), Cruzeiro do Sul (5,26%), Feijó (2,17%), Marechal Thaumaturgo (8%), Porto Walter (10,71%), Rodrigues Alves (2,94%) e Tarauacá (0,72%).
O grupo com maior porcentagem de vacinação é o de gestantes, que registra 64,12% de cobertura na capital. Os indígenas têm 23,62% de cobertura.
SRAG
As crianças de 0 a 9 anos e os idosos acima de 60 anos continuam sendo as faixas etárias mais suscetíveis, mais afetadas e com maiores taxas de internação, de acordo com informações do boletim epidemiológico.
Em 2026, das coletas realizadas em pacientes hospitalizados com SRAG, os resultados mostram nos pacientes hospitalizados com diagnóstico de pneumonia, bronquite e bronquiolites:
- VSR
- Rinovírus
- Influenza A
- Influenza A (H1N1) pdm09
- Influenza A não subtipado
- Sars-CoV-2
- Adenovírus
- H3/Sazonal
- Metapneumovírus
- Influenza A (H3N2)
- Influenza A não subtipável
- Parainfluenza 1
- Bocavírus
O cenário de Síndrome Gripal mostra um registro de 10.636 consultas no Acre. Os jovens entre 20 a 29 anos seguem sendo os que mais buscam atendimento nas unidades de saúde.
Junho registra maior pico de internação
Com alta nos casos de SRAG no Acre, o mês de junho registrou o maior pico de internações do ano na Semana Epidemiológica 22 (SE-22), com 103 casos notificados entre 31 de maio e 6 de junho.
Até o boletim da SE 21, o maior pico foi em março, com 81 casos.
Decreto de emergência em saúde
A governadora do Acre, Mailza Assis, decretou situação de emergência em saúde em decorrência do surto de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O decreto foi publicado na edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) de quinta-feira, 4 de junho.
De acordo com o decreto, fica declarado situação de emergência em saúde pública no Estado do Acre em virtude da superlotação das unidades estaduais de saúde causada pelo surto de SRAG, fenômeno classificado e codificado como desastre natural biológico – epidemias, doenças infecciosas virais.


