A produção de café no Acre vive um período de expansão e fortalecimento no cenário nacional. Com investimentos em tecnologia, melhoria genética das lavouras e assistência técnica aos produtores, o estado vem ampliando a produtividade e ganhando destaque na produção de cafés robustas de qualidade na Amazônia.
Segundo informações da Secretaria de Produção, a expectativa para a safra de 2026 é de aproximadamente 6,9 mil toneladas de café canephora, mantendo a tendência de crescimento registrada nos últimos anos. O avanço da produtividade e a modernização das lavouras são apontados como os principais fatores para o desempenho positivo da atividade.
Atualmente, Acrelândia lidera a produção estadual, com cerca de 1.725 toneladas previstas para 2026. Em seguida aparecem Mâncio Lima, com 341 toneladas, Brasiléia, com 176 toneladas, Cruzeiro do Sul, com 113 toneladas, e Sena Madureira, com 105 toneladas. Também se destacam municípios como Senador Guiomard, Manoel Urbano, Feijó e Plácido de Castro.
Um dos principais diferenciais do café acreano está na combinação entre produtividade, qualidade e sustentabilidade da produção amazônica. O estado vem ganhando espaço em concursos e eventos nacionais, como a Semana Internacional do Café (SIC), ampliando a visibilidade dos produtores acreanos no mercado brasileiro.
“O Acre demonstra que é possível produzir café de alta qualidade na Amazônia. Nosso diferencial está na produtividade, na tecnologia adotada pelos produtores e no compromisso com a qualidade”, destacou a Secretária de Produção, Michelma Lima.
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Além da produção em grão, a cafeicultura movimenta diferentes setores da economia, como produção de mudas, assistência técnica, transporte, beneficiamento, torrefação e comercialização. O estado também possui um parque de torrefação consolidado, com marcas tradicionais já presentes no cotidiano da população acreana.
Outro ponto destacado pela Secretaria é que grande parte do café produzido no Acre já ultrapassa as fronteiras do estado. Atualmente, produtores acreanos comercializam café para diferentes regiões do país e vêm despertando interesse crescente de compradores especializados devido ao padrão de qualidade alcançado.
Nos últimos anos, produtores acreanos passaram a participar de rodadas de negócios no Brasil e no exterior, ampliando oportunidades de comercialização e fortalecendo a visibilidade da cafeicultura do estado.
Além disso, a futura integração logística com mercados do Pacífico é vista como estratégica para impulsionar as exportações e consolidar o café acreano em mercados cada vez mais competitivos e exigentes. O crescimento da atividade mostra que o Acre vem se consolidando como uma referência nacional na produção de cafés robustas de qualidade, aliando eficiência produtiva, sustentabilidade e alto padrão sensorial dentro da Amazônia.
