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Câmara de Rio Branco vira creche de vereadores mimados

Por Wania Pinheiro, ContilNet 13/05/2026 às 14:09

Câmara de Rio Branco/Foto: Reprodução

A crise instalada na Câmara Municipal de Rio Branco já ultrapassou os limites da divergência política e começa a mergulhar no terreno do espetáculo infantil. O que a população acompanha diariamente é um verdadeiro cabo de guerra entre vereadores e o presidente da Casa, Joabe Lira, marcado por birras públicas, recados atravessados, ameaças veladas e demonstrações explícitas de vaidade.

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A pergunta que o cidadão faz é simples: quem está trabalhando pelos problemas reais da cidade?

Enquanto o prefeito Alyson Bestene luta para recuperar ruas esburacadas e unidades de saúde que enfrentam dificuldades, além de outros problemas que castigam a população da Capital, parte dos parlamentares parece mais preocupada em disputar poder, espaço político e controle interno da Câmara.

É inadmissível que homens eleitos pelo voto popular ajam como adolescentes contrariados dentro de uma das instituições mais importantes da capital acreana. Política exige maturidade. Divergências são naturais. O conflito faz parte da democracia. O que não pode acontecer é transformar a Câmara num palco permanente de disputas pessoais.

Se os vereadores ajudaram a eleger Joabe Lira para comandar o Legislativo municipal, precisam agora agir com responsabilidade institucional. Sentem à mesa. Conversem. Negociem. Resolvem-se crises políticas com diálogo, não com ataques públicos diários que desgastam ainda mais a imagem da classe política perante a população.

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A sociedade está cansada desse comportamento infantilizado de autoridades que deveriam dar exemplo. O eleitor não colocou ninguém naquela Casa para assistir guerra de egos. O povo quer produtividade, fiscalização séria, projetos importantes e soluções concretas.

Quando vereadores trocam a responsabilidade pelo teatro político, todos perdem, principalmente a população.

A Câmara de Rio Branco precisa voltar a discutir os interesses da cidade, e não os caprichos de grupos políticos feridos por disputas internas. O momento exige postura, equilíbrio e grandeza.

Chega de meninice. Rio Branco precisa de vereadores adultos.

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