Casos de malária diminuem 64% no Acre e tipo mais letal tem maior redução

O infográfico aponta que entre janeiro e abril de 2026 foram registrados 507 casos

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 04/06/2026 às 11:15
Casos de malária apresentaram queda no Acre/Foto: Reprodução

Dados do Infográfico Epidemiológico de Malária, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), mostra uma redução no número total de casos da doença, assim como diminuição na forma mais letal da malária.

O infográfico aponta que entre janeiro e abril de 2026 foram registrados 507 casos, apresentando uma redução total de 64% comparado com o mesmo período de 2025, quando registrou 1.409.

LEIA TAMBÉM: Acre registra queda histórica de 65,4% nos casos de malária em 2026

Casos por área/Foto: Sesacre

Além disso, o boletim também aponta para uma redução de 86% nos casos por P. Falciparum. O Plasmodium falciparum é um protozoário parasita transmitido pela picada de mosquitos do gênero Anopheles, e responsável pela forma mais letal e agressiva da malária humana, considerada uma emergência médica que exige tratamento rápido nas primeiras 24 horas após início dos sintomas, segundo a Fiocruz.

Segundo os dados da Sesacre, foram realizados 23.423 exames, sendo LVC (Lâmina de Verificação de Cura) 397 recaídas por malária. Foram 4.617 testes rápidos e 17.697 pelo método gota espessa.

O número de casos está dividido entre 159 em janeiro, 124 em fevereiro, 121 em março e 103 em abril.

Malária

A malária é uma doença infecciosa, febril, potencialmente grave, causada pelo parasita do gênero Plasmodium, transmitido ao homem, na maioria das vezes pela picada de mosquitos do gênero Anopheles infectados, de acordo com informações da Fiocruz.

O tratamento da malária deve ser iniciado o mais rapidamente possível. O tratamento imediato com antimalárico – até 24h após o início da febre – é fundamental para prevenir as complicações.

Se o teste de diagnóstico não estiver acessível nas primeiras duas horas de atendimento, o tratamento com antimaláricos deve ser administrado com base no quadro clínico e epidemiológico do paciente.

Sintomas

Após a picada do mosquito transmissor, o P. falciparum permanece incubado no corpo do indivíduo infectado por pelo menos uma semana. A seguir, surge um quadro clínico variável, que inclui calafrios, febre alta (no início, contínua, e depois com frequência de três em três dias), sudorese e dor de cabeça.

Podem ocorrer também dor muscular, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios. No caso de infecção por P. falciparum, também existe uma chance em dez de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença. Na malária cerebral, além da febre, pode aparecer dor de cabeça, ligeira rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência ou excitação, convulsões, vômitos, podendo o paciente chegar ao coma.

Se o agente causador da malária for da espécie P. vivax os sintomas incluem mal-estar, calafrios, febre inicialmente diária (com o tempo, a febre apresenta um padrão de intervalo a cada dois dias), seguida de suor intenso e prostração. O quadro clínico da infecção por P. malariae é bem semelhante, mas geralmente com febre mais baixa que se repete a cada três dias.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.