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Com panelaço e carro de som, servidores fecham rua em frente à Câmara

Por Matheus Mello 28/05/2026 às 09:30

Greve da Educação avança em Rio Branco/Foto: Matheus Mello/ContilNet

Centenas de servidores da Educação municipal fecharam a rua em frente à Câmara Municipal de Rio Branco na manhã desta quinta-feira (28), durante mais um ato da greve da categoria. Com panelaço, carro de som, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes protestaram contra a decisão judicial que determinou a suspensão imediata da paralisação.

O protesto ocorre em meio ao impasse entre os sindicatos e a Prefeitura de Rio Branco sobre a pauta de reivindicações da categoria. Os trabalhadores cobram reajuste salarial, reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), valorização dos servidores de apoio e melhores condições de trabalho.

Durante a mobilização, servidores ocuparam a via em frente ao prédio da Câmara Municipal e utilizaram panelas e buzinas para chamar atenção de vereadores e da população. O trânsito na região ficou parcialmente interditado durante o ato.

A manifestação acontece um dia após o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, afirmar que a prefeitura não pretende apresentar uma nova proposta salarial neste momento. Segundo ele, o município já atingiu o limite orçamentário previsto para despesas com pessoal.

“Nosso limite orçamentário e financeiro já se esgotou pra esse momento”, declarou o prefeito em entrevista ao ContilNet nesta quarta-feira (27).

Na mesma entrevista, Alysson afirmou que a proposta apresentada pela prefeitura será mantida mesmo em uma eventual nova rodada de negociação mediada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

“Não tem outra proposta para apresentar”, disse.

A greve da Educação municipal foi suspensa por decisão do desembargador Nonato Maia. A liminar determinou o retorno das atividades em até 24 horas e estabeleceu multa diária de R$ 50 mil aos sindicatos em caso de descumprimento.

Apesar da decisão judicial, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) afirmaram que a categoria seguirá mobilizada.

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