Apesar de apresentar queda nos últimos anos, o Acre ainda convive com um dos maiores índices de analfabetismo do país. Em 2025, o estado registrou 57 mil pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever, o que representa 8,9% da população nessa faixa etária, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (19).
Os números fazem parte da PNAD Contínua, no módulo de Educação, e foram atualizados com base na nova série histórica ajustada pelo Censo de 2022.
Na comparação com 2024, quando a taxa era de 9,4% e o total chegava a cerca de 60 mil analfabetos, há uma leve melhora. Ainda assim, o índice acreano permanece mais que o dobro da média brasileira, que caiu para 4,9% em 2025.
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Dentro da Região Norte, o desempenho do Acre também chama atenção negativamente. Estados como Rondônia (5,1%), Amazonas (4,3%), Roraima (3,4%) e Amapá (4,5%) apresentam taxas menores. Apenas Tocantins (6,8%) fica acima da média regional entre os estados analisados.
No cenário nacional, o IBGE estima que 8,4 milhões de brasileiros ainda não sabem ler e escrever. O dado representa a menor taxa da série histórica iniciada em 2016 e, pela primeira vez, abaixo de 5%.
Mesmo com o avanço, o Brasil ainda não atingiu a meta do Plano Nacional de Educação, que previa erradicar o analfabetismo até 2024. A maior concentração de casos segue no Nordeste, que reúne 4,8 milhões de pessoas nessa condição e lidera o ranking com taxa de 10,6%.



