Os profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco iniciaram, nesta quarta-feira (20), uma greve por tempo indeterminado e montaram acampamento em frente à prefeitura da capital acreana em busca de reivindicações da categoria.
Durante a manifestação, os servidores bloquearam a Rua Rui Barbosa, no centro da cidade, causando alterações no trânsito da região.
A paralisação atinge professores, assistentes educacionais e funcionários de apoio de todas as unidades da rede municipal, comprometendo o funcionamento de escolas de ensino fundamental, creches e instituições de educação infantil.
Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a categoria tenta negociar com a prefeitura há mais de três anos.
“Não aceitamos que a prefeitura faça pedidos e depois os negue, porque nossa greve é legal. Estamos há mais de três anos buscando negociação”, afirmou a sindicalista.
O que a categoria reivindica?
Segundo o edital divulgado pelo sindicato, a categoria cobra avanços em uma pauta que estaria em negociação há três anos. Entre os principais pontos estão o reajuste do piso do magistério referente aos anos de 2024, 2025 e 2026, além da elevação salarial de servidores que atualmente recebem abaixo do salário mínimo.
O documento também cita reivindicações relacionadas à valorização de funcionários da equipe gestora, criação do cargo de secretário escolar, inclusão de servidores na lei de gestão democrática e cumprimento da hora-atividade dos professores.
A prefeitura chegou a apresentar uma proposta aos servidores, mas não foi aceita pela categoria.
De acordo com a proposta apresentada, os profissionais do ensino fundamental passariam a receber o valor do salário mínimo, fixado em R$ 1.621, sem acréscimo percentual.
Já para os profissionais do ensino médio, a proposta prevê o reajuste para R$ 1.621, com adicional de 5% sobre o valor.
Os trabalhadores também destacam que sobre os salários ainda incidem descontos de 14% referentes à previdência, além da cobrança do Imposto de Renda.
Alysson diz que proposta supera inflação e pede diálogo
“Nós chegamos no nosso limite diante do nosso orçamento que nós tínhamos preparado. É bom ressaltar que o que nós estamos apresentando em relação ao RGA, nós estamos superior, inclusive, São Paulo apresentou 3,51. Nosso índice inflacionário no Brasil é 4,14. Nós estamos dando 5% de RGA, de reposição inflacionária, e a nossa inflação é a menor do país entre as capitais. Nós chegamos a 1,82. Então nós estamos bem acima da inflação”, disse o prefeito.
“Lógico que a gente não vai fazer loucura. A gente vai trabalhar com a responsabilidade fiscal, com o limite prudencial que a gente tem. É isso que a gente está trabalhando”, acrescentou.
Alysson destacou, ainda, que alguns sindicatos começaram a aceitar a proposta. “A gente espera a colaboração dos sindicatos, muitos já estão aceitando a proposta da Prefeitura. Nós também levamos o nosso mínimo, que era de R$ 1,4 mil, e agora estamos levando ao salário mínimo, R$ 1.621. A equipe de apoio da Secretaria Municipal de Educação já aceitou, porque a gente já levou o mínimo ao valor do salário mínimo”, explicou.
“A gente sabe da valorização dos servidores, dos colaboradores da prefeitura, o que a gente tem buscado é com responsabilidade. É uma marca da gestão a transparência, a austeridade com recursos de tudo, com o orçamento, com o nosso financeiro. E é isso que a gente vai manter. O que é possível se fazer, a gente vai fazer, tanto que os investimentos desse corte que nós estamos fazendo. Aqui está a demonstração do que a prefeitura avançou ao longo desses anos, com compra de equipamento público, maquinário. Todos esses investimentos voltam para a população de Rio Branco. E é isso que a gente vai continuar trabalhando, pensando nas pessoas. É importante a valorização do servidor, mas também a população de modo geral”, destacou.




