A governadora do Acre, Mailza Assis, afirmou nesta segunda-feira (29) que mantém a aliança política construída com o PL e o MDB e declarou que, “até o momento”, a relação com o senador Márcio Bittar (PL) segue sem alterações. A declaração foi dada durante agenda em Rio Branco, em resposta aos rumores de que uma articulação nacional poderia levar o PL a apoiar a pré-candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo do Estado.
Ao comentar o cenário, Mailza ressaltou que as conversas com Bittar continuam e que o entendimento firmado entre os partidos permanece válido.
“Minha conversa tem seguido com o Márcio, que está aí, até o momento está tudo bem. Cada partido, cada presidente e a sua base tem o poder ou a liberdade de decidir, de tomar a sua posição, de escolher esse caminho. Tivemos uma boa conversa, fizemos uma aliança, tanto com o PL, com o MDB e com as suas bases. Eu sigo nessa tratativa que tivemos desde o início, onde sentamos, conversamos e firmamos a aliança”, afirmou.
A manifestação ocorre após a divulgação de uma negociação em andamento entre Republicanos e PL em Brasília. Segundo os colunistas Igor Gadelha e Gustavo Zucchi, do Metrópoles, o Republicanos condicionou o apoio a uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República ao apoio do PL a candidatos do partido em quatro estados, entre eles o Acre.
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Caso o entendimento seja confirmado, o PL poderá ser chamado a apoiar a pré-candidatura de Alan Rick ao governo acreano, o que alteraria o cenário das alianças no Estado. Atualmente, o partido integra a base política de Mailza e tem em Márcio Bittar sua principal liderança no Acre.
Apesar das especulações, Mailza evitou tratar o tema como uma definição e destacou que as decisões cabem às direções partidárias.
“Cada partido, cada presidente e a sua base tem o poder ou a liberdade de decidir, de tomar a sua posição”, declarou.
A governadora também afirmou que sua prioridade permanece voltada à administração estadual.
“Para além disso, o meu foco é o trabalho, é o governo do Estado, é fazer as entregas, é estar presente nos municípios e manter a boa relação que temos”, disse.
Na última sexta-feira (26), Márcio Bittar também comentou a possibilidade de uma mudança de posicionamento do PL. Em entrevista ao ContilNet, o senador afirmou que não há imposição da direção nacional, mas admitiu que um eventual pedido do senador Flávio Bolsonaro colocaria o partido em uma situação difícil.
“Se o Flávio Bolsonaro me pedir, vou dizer não? Eu vou dizer não para o meu candidato a presidente? (…) Eu tenho uma aliança com o governo. O Flávio Bolsonaro sabe disso, a direção nacional sabe disso. Então, não é fácil”, afirmou.
Até o momento, Republicanos e PL não anunciaram oficialmente a conclusão de qualquer acordo nacional nem confirmaram como uma eventual aliança seria aplicada nos estados.
