Ex-dono de frigorífico no Acre é preso por suspeita de lavagem e ligação com o CV

O caso começou a ser investigado após uma apreensão feita em 2022 na cidade de Poconé

Por Redação ContilNet 27/05/2026 às 09:26
Empresas localizadas em Porto Velho e Rio Branco foram alvos da operação | Foto: Ascom

Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira (27) teve como alvo um grupo suspeito de usar empresas do setor pecuário para esconder dinheiro do tráfico de drogas no Acre. Entre os presos está o empresário Enielson Moraes de Souza, conhecido por atuar no ramo de frigoríficos e leilões de gado.

A ação foi chamada de “Rota do Fim”, nome escolhido em referência às casas de carne ligadas ao grupo investigado. Segundo a Polícia Federal, a organização teria ligação com a facção criminosa Comando Vermelho, do Rio de Janeiro.

As investigações apontam que o esquema funcionava dentro da cadeia da pecuária bovina, envolvendo desde empresas de insumos até frigoríficos, distribuição de carne e leilões de animais. A suspeita é de que negócios considerados legais eram usados para misturar dinheiro ilícito com recursos da atividade comercial.

De acordo com os investigadores, o grupo teria movimentado cerca de R$ 200 milhões durante o período investigado. A polícia afirma que o dinheiro seria resultado de atividades criminosas ligadas principalmente ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.

O caso começou a ser investigado após uma apreensão feita em 2022 na cidade de Poconé, quando autoridades encontraram quase meia tonelada de cocaína, além de uma pequena quantidade de maconha.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão em diferentes estados do país, incluindo Acre, Rondônia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Mato Grosso. A Justiça também determinou o bloqueio de imóveis, veículos, contas bancárias e rebanhos ligados aos investigados.

A operação contou com apoio da Receita Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Acre. Mais de 140 policiais federais e fiscais participaram da ação.

Segundo a investigação, os suspeitos poderão responder por crimes como tráfico interestadual de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A polícia informou ainda que novas acusações podem surgir conforme o inquérito continuar.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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