A exposição de crianças e adolescentes aparece como um dos alertas entre as violações de integridade psíquica registradas no Acre. Dados de um painel de denúncias atualizado em julho de 2026 apontam 323 registros somando casos de exposição e exposição com erotização.
Do total, 290 denúncias foram classificadas como exposição, enquanto outras 33 ocorrências envolvem exposição com erotização, uma categoria que acende um alerta devido aos possíveis impactos no desenvolvimento emocional e na proteção de crianças e adolescentes.
Os registros fazem parte de um levantamento que contabiliza 867 denúncias e 6.932 violações no estado. Entre os grupos vulneráveis, crianças e adolescentes aparecem como o público mais atingido, com 473 denúncias e 3.149 violações registradas.
A exposição pode ocorrer em diferentes contextos, como compartilhamento indevido de imagens, divulgação de informações pessoais, constrangimentos públicos ou situações em que a privacidade da criança ou do adolescente é violada.
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Nos casos classificados como erotização, o alerta é ainda maior, principalmente quando menores são envolvidos em conteúdos, comportamentos ou situações inadequadas para a faixa etária.
Atenção ao ambiente digital
Com o crescimento do uso de redes sociais e aplicativos, especialistas reforçam que pais e responsáveis precisam acompanhar a presença digital dos filhos, orientar sobre privacidade e conversar sobre situações que podem representar riscos.
Entre as medidas de prevenção estão observar mudanças de comportamento, evitar a exposição excessiva de crianças na internet e ensinar que ninguém tem o direito de solicitar imagens ou conteúdos que causem desconforto.
Os dados reforçam que a violência contra crianças e adolescentes não se limita às agressões físicas e que violações psicológicas também podem deixar marcas profundas no desenvolvimento e na vida social das vítimas.
