A empresa que assumirá o transporte coletivo de Rio Branco após a saída da Ricco deverá absorver a mão de obra local e colocar em operação uma frota de 120 ônibus. A informação foi dada pelo prefeito Alysson Bestene ao ContilNet na tarde desta quinta-feira (25), ao comentar o andamento do processo de contratação emergencial da nova operadora.
Segundo o prefeito, a proposta vencedora já foi aprovada pelo Conselho Municipal de Transportes e agora retorna para análise final da RBTrans, responsável por verificar o cumprimento das exigências previstas no edital antes da assinatura do contrato.
“A empresa precisa comprovar que atende todos os requisitos da proposta. Depois disso, assina o contrato e inicia a execução”, explicou.
VEJA MAIS: Conheça empresa que vai operar o transporte de Rio Branco após saída da Ricco
De acordo com Alysson, apenas uma empresa apresentou proposta compatível com as condições estabelecidas pelo município. Entre as exigências estão a disponibilização de 120 ônibus, limite de idade da frota, veículos seminovos equipados com ar-condicionado e cumprimento dos parâmetros operacionais definidos no edital.
“A proposta envolve número total de 120 ônibus, idade da frota, veículos com ar-condicionado, quilometragem rodada e valor tarifário. Pelo que foi apresentado, apenas uma empresa chegou a esse entendimento e foi aprovada”, afirmou.
O prefeito destacou ainda que a futura operadora deverá contratar trabalhadores que já atuam no sistema de transporte coletivo da capital.
“No edital existe a previsão de absorção da mão de obra local. A empresa que assumir terá que contratar os profissionais que já trabalham no sistema, desde motoristas até mecânicos”, disse.
Após a assinatura do contrato, a empresa terá um prazo para trazer os veículos para Rio Branco, instalar sua estrutura operacional e iniciar a transição com a Ricco.
“Aí começa a contar o prazo. Ela tem um período para chegar com os equipamentos, fazer a transição e começar a operação. Não pode ficar sem ônibus”, ressaltou.
Prefeitura reconhece débito com a Ricco
Durante a entrevista, Alysson também comentou a situação financeira envolvendo a atual concessionária. Segundo ele, o município reconheceu um débito referente a gratuidades do transporte coletivo que não teriam sido compensadas integralmente entre 2024 e 2025.
O levantamento foi realizado pela RBTrans e encaminhado à Procuradoria-Geral do Município (PGM), que analisa o caso.
“O que está previsto em lei continua sendo pago. Mas houve um reconhecimento de valores relacionados às gratuidades nesse período de 2024 e 2025. A documentação foi analisada pela RBTrans e está em tramitação para definição do valor devido”, explicou.
VEJA MAIS: “Tudo em dia”: prefeitura esclarece situação e nega ter dívidas com a Ricco
O prefeito afirmou, porém, que qualquer pagamento deverá considerar compensações e descontos relacionados a pendências existentes entre a empresa e o poder público.
“Também existem ajustes que precisam ser feitos, incluindo valores que a empresa possa dever e outras obrigações que precisam ser observadas. É um ajuste de contas que está sendo analisado”, declarou.
A saída da Ricco está prevista para os próximos dias, após o encerramento do atual contrato de operação do transporte coletivo da capital. A expectativa da Prefeitura é concluir os trâmites administrativos da contratação emergencial para evitar interrupções no serviço prestado à população.




