Passou da hora de toda a sociedade agir para impedir que nossas escolas se transformem em cenários de tragédias. O medo tomou conta das famílias brasileiras. Pais, mães, avós, tios e responsáveis já não conseguem deixar seus filhos nas salas de aula com a mesma tranquilidade de antes. A violência, que antes parecia distante da realidade escolar, hoje bate à porta até das pequenas cidades do interior.
A tragédia ocorrida recentemente no Instituto São José, onde duas funcionárias foram mortas a tiros por um estudante menor de idade, deveria ter servido como um alerta definitivo para o país inteiro.
Mas, infelizmente, os sinais continuam aparecendo diariamente. Nesta semana, mais um caso assustador aconteceu em Sena Madureira: uma menina de apenas 8 anos conseguiu entrar em uma escola com uma faca e ameaçou matar uma coleguinha.
É impossível não se perguntar: o que está acontecendo com nossas crianças e adolescentes? O que está levando jovens tão novos a agirem com tamanha agressividade e frieza?
A resposta não é simples. Talvez seja um conjunto de fatores que vem destruindo silenciosamente o emocional das novas gerações. O uso indiscriminado da internet, o acesso sem controle a conteúdos violentos, jogos agressivos, redes sociais tóxicas, amizades virtuais perigosas e a banalização da violência parecem estar moldando comportamentos cada vez mais preocupantes.
Mas não podemos colocar toda a culpa apenas na tecnologia.
Muitas famílias perderam o controle sobre o que os filhos assistem, com quem conversam e quais influências carregam dentro do quarto, através da tela de um celular. Há pais que já não sabem mais o que se passa na mente dos próprios filhos. Crianças estão crescendo sem limites, sem acompanhamento emocional e, em muitos casos, sem diálogo dentro de casa.
Ao mesmo tempo, o poder público também precisa fazer sua parte. As escolas necessitam de mais segurança, acompanhamento psicológico, orientação social e medidas preventivas urgentes. Não adianta apenas agir depois que o pior acontece.
Na minha humilde opinião, leis mais severas também poderiam ajudar. A sensação de impunidade existe e assusta.
Crimes cometidos dentro do ambiente escolar precisam ser tratados com extrema seriedade, independentemente de quem seja o agressor. A sociedade precisa entender que estamos falando da proteção das nossas crianças e da paz dentro das escolas.
No entanto, somente leis não resolverão tudo.
Essa luta precisa unir famílias, escolas, autoridades, igrejas, profissionais da saúde mental e toda a sociedade. Não adianta culpar apenas governos ou direções escolares enquanto muitos jovens estão sendo educados praticamente sozinhos pela internet.
Vivemos tempos perigosos. A mesma tecnologia que aproxima pessoas também abre portas para pedofilia, violência, desafios criminosos, grupos extremistas e conteúdos perturbadores que chegam facilmente às mãos de crianças.
Precisamos agir agora.
Não podemos mais viver nessa angústiaa constante, nesse medo diário de receber uma notícia trágica envolvendo nossos filhos, netos, sobrinhos ou qualquer criança que amamos. Escola deveria ser lugar de aprendizado, amizade, sonhos e esperança, nunca de terror.
Passou da hora de todos nós fazermos a nossa parte antes que novas tragédias aconteçam.
