Petecão apresentará sua versão sobre denúncia “requentada” da Procuradoria-Geral da República 

Por Marina, ContilNet 20/12/2017 às 10:31

Precavido

O senador Sérgio Petecão (PSD) não está de todo errado em evitar comentários antes mesmo de conhecer em detalhes o despacho da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Afinal, precaução e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

Versão oficial

Segundo a denúncia, Petecão, à época em que comandava o legislativo estadual, nomeou algumas pessoas como secretárias parlamentares e as remunerava muito aquém dos vencimentos relativos à função.

Requentão

Petecão nega ter cometido quaisquer irregularidades. E nos próximos dias, conforme, prometeu, deverá apresentar sua versão sobre a denúncia ‘requentada’ pela Procuradoria-Geral da República.

Apenas uma coincidência

Pode ser apenas coincidência, mas estranha que assunto tão antigo volte à tona às vésperas de um ano eleitoral, com o senador a postular a reeleição. Não se trata de duvidar da probidade de Raquel Dodge, cuja atuação, até agora, tem sido elogiável sob todos os aspectos. Mas é preciso lembrar que ela não trabalha sozinha.

Melou

E por falar na procuradora-geral da República, ela ingressou nesta segunda-feira (18) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a abertura de crédito suplementar destinada a custear publicidade do governo em defesa da reforma da Previdência.

No STF

O valor estipulado pelo governo foi R$ 99 milhões para bancar a campanha em favor da reforma. O pedido, em caráter liminar, será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PGR argumenta inconstitucionalidade na aplicação de recursos para custeio de uma propaganda governamental que não dá espaço a opiniões divergentes.

Inconstitucional

Na ação, Raquel Dodge sustenta a ilegalidade da aplicação de recursos em uma propaganda governamental “com feição de campanha estratégia de convencimento público, em que não se dê abertura à expressão, no mesmo canal publicitário, da pluralidade de opiniões e aos dados diferentes dos que o governo apresenta na campanha pública de persuasão”.

“Inadmissível”

Segundo o jornal Estadão, Dodge afirmou ser “inadmissível, assim, a utilização de verba pública para veiculação de propaganda que não explicita de maneira clara e transparente a totalidade dos dados pertinentes ao tema sobre o qual o governo entendeu por bem que a população se debruçasse”.

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