Precavido

O senador Sérgio Petecão (PSD) não está de todo errado em evitar comentários antes mesmo de conhecer em detalhes o despacho da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Afinal, precaução e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Versão oficial
Segundo a denúncia, Petecão, à época em que comandava o legislativo estadual, nomeou algumas pessoas como secretárias parlamentares e as remunerava muito aquém dos vencimentos relativos à função.
Requentão
Petecão nega ter cometido quaisquer irregularidades. E nos próximos dias, conforme, prometeu, deverá apresentar sua versão sobre a denúncia ‘requentada’ pela Procuradoria-Geral da República.
Apenas uma coincidência
Pode ser apenas coincidência, mas estranha que assunto tão antigo volte à tona às vésperas de um ano eleitoral, com o senador a postular a reeleição. Não se trata de duvidar da probidade de Raquel Dodge, cuja atuação, até agora, tem sido elogiável sob todos os aspectos. Mas é preciso lembrar que ela não trabalha sozinha.
Melou
E por falar na procuradora-geral da República, ela ingressou nesta segunda-feira (18) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a abertura de crédito suplementar destinada a custear publicidade do governo em defesa da reforma da Previdência.
No STF
O valor estipulado pelo governo foi R$ 99 milhões para bancar a campanha em favor da reforma. O pedido, em caráter liminar, será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PGR argumenta inconstitucionalidade na aplicação de recursos para custeio de uma propaganda governamental que não dá espaço a opiniões divergentes.
Inconstitucional
Na ação, Raquel Dodge sustenta a ilegalidade da aplicação de recursos em uma propaganda governamental “com feição de campanha estratégia de convencimento público, em que não se dê abertura à expressão, no mesmo canal publicitário, da pluralidade de opiniões e aos dados diferentes dos que o governo apresenta na campanha pública de persuasão”.
“Inadmissível”
Segundo o jornal Estadão, Dodge afirmou ser “inadmissível, assim, a utilização de verba pública para veiculação de propaganda que não explicita de maneira clara e transparente a totalidade dos dados pertinentes ao tema sobre o qual o governo entendeu por bem que a população se debruçasse”.