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Polícia mira grupo que causou prejuízo de R$ 100 mil com golpes venda de veículos

Por Sávio Buriti, ContilNet 06/07/2026 às 10:25
até o momento foram identificadas três vítimas, todas de fora do Acre

Até o momento foram identificadas três vítimas, todas de fora do Acre | Foto: ContilNet

A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), deflagrou na manhã desta segunda-feira (6), uma operação para desarticular um grupo criminoso suspeito de aplicar o chamado “golpe do falso intermediário” em negociações de compra e venda de veículos. A ação ocorreu em Rio Branco e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca em diferentes endereços da capital. Também houve o sequestro judicial de ativos em contas bancárias ligadas aos investigados, a apreensão de dois notebooks, um aparelho celular, dois veículos e R$ 14 mil em dinheiro, encontrado escondido em um dos imóveis alvos da investigação.

De acordo com o delegado responsável pela operação, Eustáquio Nomerg, a investigação revelou uma dinâmica diferente da que costuma ser registrada em crimes dessa natureza. Segundo ele, enquanto as vítimas estavam em outros estados, os integrantes da organização criminosa atuavam em Rio Branco e utilizavam contas bancárias de moradores da capital para receber os valores obtidos com os golpes.

“O que identificamos foi que pessoas daqui emprestavam suas contas bancárias em troca de um percentual do dinheiro. Depois que o valor era depositado, ele era rapidamente sacado e repassado para o grupo criminoso, dificultando a rastreabilidade bancária”, explicou o delegado.

Segundo Eustáquio Nomerg, até o momento foram identificadas três vítimas,

Segundo Eustáquio Nomerg, até o momento foram identificadas três vítimas | Foto: ContilNet

As investigações apontam que os criminosos anunciavam veículos em plataformas de compra e venda por preços muito abaixo do mercado para atrair compradores. Após o primeiro contato pela plataforma, a negociação era transferida para o WhatsApp, onde as conversas continuavam até que a vítima realizasse o pagamento antecipado.

Assim que o dinheiro era transferido, os golpistas encerravam o contato com a vítima. Os valores eram depositados inicialmente nas contas dos chamados “correntistas”, que faziam o saque e entregavam o montante ao restante da organização criminosa.

Segundo Eustáquio Nomerg, até o momento foram identificadas três vítimas, todas de fora do Acre, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 100 mil. No entanto, a Polícia Civil acredita que o grupo possa ter feito outras vítimas e que o valor total movimentado seja significativamente maior.

O delegado explicou que a investigação começou a partir da identificação das contas bancárias utilizadas para receber os pagamentos fraudulentos. Com o avanço das apurações, os policiais conseguiram identificar outras pessoas responsáveis por recrutar correntistas e coordenar a movimentação do dinheiro. Conforme as investigações, tanto os integrantes do grupo quanto os correntistas envolvidos são de Rio Branco.

Apesar da operação desta segunda-feira, ninguém foi preso. As medidas cumpridas tiveram como objetivo reunir novas provas para fortalecer o inquérito policial e interromper a atuação da organização criminosa.

Como forma de prevenção, Eustáquio Nomerg alertou que ofertas de veículos com preços muito abaixo do valor de mercado costumam ser um dos principais indícios desse tipo de fraude. A orientação da Polícia Civil é que compradores evitem realizar pagamentos antecipados, confirmem a identidade dos vendedores e façam todas as verificações necessárias antes de concluir negociações pela internet.

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