Os moradores de Rio Branco amanheceram nesta quinta-feira (16) respirando um ar com qualidade considerada moderada, segundo dados da plataforma suíça IQAir. Apesar da classificação não indicar um cenário crítico, a concentração de partículas finas (PM2.5) está 3,1 vezes acima do limite anual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Às 7h da manhã, o Índice de Qualidade do Ar (AQI) registrava 63 pontos, faixa classificada como moderada. O principal poluente identificado era o PM2.5, com concentração de 15,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
As partículas PM2.5 estão entre os poluentes mais preocupantes para a saúde por serem extremamente pequenas e conseguirem penetrar profundamente nos pulmões e até alcançar a corrente sanguínea. A exposição prolongada pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, principalmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas pulmonares.
A previsão da IQAir é de que a qualidade do ar permaneça na faixa moderada durante todo o dia, com o AQI variando entre 58 e 61 pontos. A temperatura máxima prevista para esta quinta é de 32°C em Rio Branco.
Queimadas ainda preocupam, apesar da redução no Acre
Embora o Acre tenha registrado queda no número de queimadas neste ano, os focos de incêndio continuam sendo um dos principais fatores que influenciam a qualidade do ar durante o período de estiagem.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o estado contabilizou 41 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026, uma redução de 43% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 72 focos.
Mesmo assim, o avanço do verão amazônico já começa a refletir nas estatísticas. Somente nos primeiros 15 dias de julho, o Inpe identificou mais 24 focos de queimadas em território acreano.
Ao longo do primeiro semestre, apenas 13 municípios registraram queimadas.
Feijó concentrou o maior número de ocorrências, com 11 focos, o equivalente a 26,8% do total registrado no estado. Na sequência aparecem Cruzeiro do Sul e Tarauacá, com cinco focos cada, seguidos por Rodrigues Alves, com quatro.
Rio Branco e Santa Rosa do Purus registraram três focos cada. Epitaciolândia, Mâncio Lima e Porto Walter tiveram dois registros cada, enquanto Acrelândia, Assis Brasil, Jordão e Sena Madureira contabilizaram um foco cada.
Com a intensificação do período seco nos próximos meses, a tendência é de aumento no número de queimadas, o que pode comprometer ainda mais a qualidade do ar e elevar os riscos à saúde da população, especialmente se as condições climáticas favorecerem a concentração de fumaça sobre a capital acreana.


