24/08/2026

Rio Branco amanhece com ar poluído e partículas três vezes acima do recomendado

Concentração de partículas finas (PM2.5) está 3,1 vezes acima do limite anual recomendado pela OMS

Por Matheus Mello, ContilNetAtualizado
Poluição está três vezes acima do recomendado/Foto: Juan Diaz/ContilNet

Os moradores de Rio Branco amanheceram nesta quinta-feira (16) respirando um ar com qualidade considerada moderada, segundo dados da plataforma suíça IQAir. Apesar da classificação não indicar um cenário crítico, a concentração de partículas finas (PM2.5) está 3,1 vezes acima do limite anual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Às 7h da manhã, o Índice de Qualidade do Ar (AQI) registrava 63 pontos, faixa classificada como moderada. O principal poluente identificado era o PM2.5, com concentração de 15,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³).

Qualidade do ar medida pela plataforma/Foto: Reprodução

As partículas PM2.5 estão entre os poluentes mais preocupantes para a saúde por serem extremamente pequenas e conseguirem penetrar profundamente nos pulmões e até alcançar a corrente sanguínea. A exposição prolongada pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, principalmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas pulmonares.

A previsão da IQAir é de que a qualidade do ar permaneça na faixa moderada durante todo o dia, com o AQI variando entre 58 e 61 pontos. A temperatura máxima prevista para esta quinta é de 32°C em Rio Branco.

Previsão para o restante do dia/Foto: Reprodução

Queimadas ainda preocupam, apesar da redução no Acre

Embora o Acre tenha registrado queda no número de queimadas neste ano, os focos de incêndio continuam sendo um dos principais fatores que influenciam a qualidade do ar durante o período de estiagem.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o estado contabilizou 41 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026, uma redução de 43% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 72 focos.

Mesmo assim, o avanço do verão amazônico já começa a refletir nas estatísticas. Somente nos primeiros 15 dias de julho, o Inpe identificou mais 24 focos de queimadas em território acreano.

Ao longo do primeiro semestre, apenas 13 municípios registraram queimadas.

Feijó concentrou o maior número de ocorrências, com 11 focos, o equivalente a 26,8% do total registrado no estado. Na sequência aparecem Cruzeiro do Sul e Tarauacá, com cinco focos cada, seguidos por Rodrigues Alves, com quatro.

Rio Branco e Santa Rosa do Purus registraram três focos cada. Epitaciolândia, Mâncio Lima e Porto Walter tiveram dois registros cada, enquanto Acrelândia, Assis Brasil, Jordão e Sena Madureira contabilizaram um foco cada.

Com a intensificação do período seco nos próximos meses, a tendência é de aumento no número de queimadas, o que pode comprometer ainda mais a qualidade do ar e elevar os riscos à saúde da população, especialmente se as condições climáticas favorecerem a concentração de fumaça sobre a capital acreana.

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