A disputa pelo Governo do Estado do Acre ainda engatinha na mente da maioria dos eleitores, conforme revelam os dados da nova pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 31 de maio e 2 de junho de 2026.
O dado mais expressivo do levantamento aponta que a imensa maioria da população ainda não se decidiu sobre em quem votar quando nenhum nome é apresentado, o que abre uma ampla avenida de disputa para os articuladores políticos nos próximos meses.
No modelo de consulta espontânea, onde o entrevistador não cita os nomes dos concorrentes, os eleitores indecisos são a força majoritária no estado, já que 55,1% afirmam que não sabem ou preferiram não opinar. Quando esse contingente é somado aos 5,1% que declaram voto em ninguém, branco ou nulo, o grupo que se posiciona fora do jogo político atinge a expressiva marca de 60,2% do eleitorado acreano.
Nesse cenário de memória afetiva e sem estímulos, o senador Alan Rick é lembrado por 18,2% dos entrevistados, seguido pela atual governadora Mailza Assis, com 13,0%.
Quando a pesquisa apresenta os cenários com os candidatos oficiais, o índice de indecisos despenca drasticamente, indicando que o eleitor reage de forma imediata às opções postas.
No primeiro cenário estimulado, que conta com cinco candidatos, o percentual dos que não sabem ou não opinaram cai para 5,9%, enquanto os votos brancos, nulos ou em nenhum somam 7,8%. Uma análise comparativa temporal com o levantamento de setembro de 2025 mostra que o número de eleitores incertos na pesquisa estimulada subiu levemente, passando de 3,8% para os atuais 5,9%, o que sugere que o afunilamento das alianças partidárias deixou uma parcela do eleitorado temporariamente sem uma opção definida.
O detalhamento demográfico desse cenário estimulado revela exatamente onde estão concentrados os eleitores mais incertos do estado. O público feminino se mostra consideravelmente mais indeciso que o masculino, com 7,7% das mulheres afirmando não saber em quem votar, contra apenas 3,9% dos homens.
Na divisão por faixa etária, os eleitores com 60 anos ou mais lideram as dúvidas, registrando 7,4% de indecisão, enquanto a faixa mais decidida se concentra entre os 45 e 59 anos, onde o índice é de 5,6%.
A escolaridade também desempenha um papel crucial na definição do voto, visto que a indefinição é maior entre os cidadãos que possuem o Ensino Médio completo ou incompleto, atingindo 7,2%, e cai para 6,2% entre os que têm o Ensino Fundamental. O grupo com Ensino Superior se mostra o mais consolidado, apresentando apenas 3,1% de indecisos.
No recorte socioeconômico, quem está fora do mercado de trabalho formal, classificado como Não PEA, demonstra mais incerteza, com 7,1%, em comparação aos 5,2% apurados entre a População Economicamente Ativa.
Outro fator que merece atenção dos estrategistas é o potencial de volatilidade medido na taxa de rejeição, onde 10,8% dos entrevistados não souberam ou não quiseram apontar em qual candidato não votariam de jeito nenhum.
Além disso, 14,7% dos eleitores afirmaram que poderiam votar em qualquer um dos nomes apresentados, reforçando a existência de uma massa maleável de votos em disputa. Mesmo com a máquina pública estadual registrando uma aprovação de 63,2% sob a gestão da governadora Mailza Assis, a liderança isolada de Alan Rick nos cenários simulados — onde pontua entre 41,2% e 58,5% — deixa claro que os 55,1% de indecisos da pesquisa espontânea continuam sendo o verdadeiro fiel da balança para o comando do Palácio Rio Branco.
A pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º AC-01182/2026, utilizou uma amostra representativa de 1.000 eleitores distribuídos por 18 municípios do Acre, apresentando uma margem de erro de aproximadamente 3,2 pontos percentuais e um grau de confiança de 95,0%.

