O cenário político nacional apresentou oscilações importantes no mais recente levantamento eleitoral. A pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (19), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou a liderança em uma eventual simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro.
O parlamentar do PL sofreu um recuo expressivo em suas intenções de voto na comparação com o mês anterior. O político encolheu seis pontos percentuais na preferência do eleitorado, abrindo espaço para o crescimento das intenções de voto do atual mandatário.
O impacto do caso ‘Dark Horse’ nos números
A coleta de dados ocorreu entre os dias 13 e 18 de maio, capturando os reflexos imediatos do escândalo político que atingiu o clã Bolsonaro. A oscilação negativa do senador coincide com a divulgação de áudios e mensagens interceptadas pelo portal The Intercept Brasil. De acordo com as denúncias, Flávio teria intermediado uma negociação de R$ 134 milhões com o banco Master para captar recursos para o filme “Dark Horse”.
Conforme o detalhamento dos dados divulgado pelo portal UOL, a rejeição ao nome de Flávio alterou a estabilidade que o candidato vinha demonstrando desde o início do ano. No confronto direto de segundo turno, os números apontam os seguintes indicadores:
-
Lula (PT): 48,9%
-
Flávio Bolsonaro (PL): 41,8%
-
Branco/Nulo/Não sabe: 9,3%
A evolução histórica monitorada pela Atlas/Bloomberg e repercutida pelo UOL demonstra a gravidade do tombo para a oposição. Em abril, Flávio aparecia com 47,8% contra 47,5% de Lula. Em maio, enquanto o petista oscilou para cima e atingiu 48,9%, o senador desidratou para 41,8%. Paralelamente, o grupo de eleitores indecisos ou que optam por anular o voto saltou de 4,7% para 9,3%.
Lula vence demais opositores no segundo turno
O instituto de pesquisa também testou a força do atual presidente contra outros nomes da direita e do centro no segundo turno. Em todos os cenários projetados, o atual chefe do Executivo federal mantém a vantagem técnica:
-
Lula 47,8% x 37,6% Romeu Zema (Brancos/Nulos: 14,6%)
-
Lula 47,5% x 38,5% Ronaldo Caiado (Brancos/Nulos: 14%)
-
Lula 47,8% x 28,4% Renan Santos (Brancos/Nulos: 23,8%)
Cenários de primeiro turno
Nas projeções para o primeiro turno, a liderança de Lula é mantida mesmo com a pulverização de candidaturas. No cenário que inclui Flávio Bolsonaro, o petista crava 47% das intenções de voto, seguido pelo senador com 34,3%. O ativista Renan Santos aparece com 6,9%, superando o governador mineiro Romeu Zema, que registra 5,2%.
“Em uma simulação sem o nome de Flávio, a liderança da oposição passa a ser disputada de forma acirrada entre Romeu Zema, que atinge 17%, e Ronaldo Caiado, com 13,8%”, aponta o relatório técnico da Atlas.
Em uma terceira via testada com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como representante do PL, ela assume a segunda colocação isolada com 23,4% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Lula preserva o patamar de 47%.
O levantamento da Atlas/Bloomberg entrevistou 5.023 eleitores por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro oficial é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com um nível de confiança estatística de 95%. O estudo encontra-se devidamente registrado perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo número BR-06939/2026.
FAQ
Qual é a margem de erro da nova pesquisa Atlas/Bloomberg?
A pesquisa possui margem de erro estimada em 1 ponto percentual para mais ou para menos, apresentando um nível de confiança de 95%.
O que motivou a queda de Flávio Bolsonaro na pesquisa de maio?
Analistas apontam que a perda de 6 pontos percentuais está associada ao desgaste político provocado pelo vazamento de áudios que ligam o senador a negociações de R$ 134 milhões com um banqueiro.
Quem assume a liderança da oposição em um cenário sem Flávio Bolsonaro?
Nos cenários sem o senador, os nomes de Michelle Bolsonaro (23,4%) e o governador Romeu Zema (17%) despontam como as principais forças competitivas da oposição no primeiro turno.
Acompanhe os desdobramentos das movimentações partidárias e as análises dos novos gráficos de intenção de voto em nossa editoria de política.
