A avĂł materna de um bebĂȘ que atualmente tem 10 meses entrou na Justiça para alterar o nome do neto, registrado como LĂșcifer, na cidade de Nova Olinda, no interior do CearĂĄ. O menino, nascido em março de 2021, Ă© a pessoa mais recente a ser registrada com este nome no Brasil. Na tradição cristĂŁ, o nome Ă© associado ao diabo.
A criança ficou sob a guarda da avĂł apĂłs um duplo homicĂdio cometido pelo pai. Ele matou a mĂŁe e o avĂŽ paterno do bebĂȘ com golpes de machado na zona rural da cidade. O crime ocorreu no dia 27 de maio do ano passado, na casa da famĂlia, quando o pequeno tinha apenas dois meses de vida. O suspeito do crime foi encontrado morto meses depois do crime.
Conforme o MinistĂ©rio PĂșblico do Estado do CearĂĄ (MPCE), a ação de retificação do nome da criança foi ajuizada em junho de 2021, por meio da Promotoria de Justiça de Nova Olinda. O processo segue em segredo de justiça, como determina a Lei 8.069/90, que dispĂ”e sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente.
O nome LĂșcifer vem da junção das palavras em latim lux (luz) e ferus (carregar) e significa “portador da luz”. Na tradição cristĂŁ, ele Ă© representado como um anjo que desejava estar acima de Deus, por isso foi expulso do cĂ©u para o mais profundo abismo, tornando-se, entĂŁo, o diabo.
O Conselho Tutelar de Nova Olinda afirma que desde o dia do crime, que chocou a cidade, tanto o bebĂȘ, quanto os outros dois irmĂŁos dele sĂŁo acompanhados por conselheiros tutelares.
Segundo dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), no perĂodo de 2016 a 2021, alĂ©m do bebĂȘ cearense, outras duas pessoas, ambas do Rio Grande Sul, receberam o mesmo nome.



