23/09/2026

Mulher morre após contrair ameba “comedora de cérebro”

Antes de encontrarem o parasita alojado no cérebro da paciente, médicos suspeitavam que ela estava passando por um câncer

Por Marina, ContilNet
Heliyo

Uma mulher chinesa, de 77 anos, morreu após contrair uma ameba “comedora de cérebro”. O caso ocorreu na China e foi publicado na revista científica Heliyon, em 15 de março.

Ao buscar o hospital, em 2022, a paciente reclamava de confusão mental, dificuldade para caminhar e tonturas. Pelos sintomas, os médicos acharam que ela tinha um câncer cerebral.

Heliyo

Os exames mostraram, de fato, uma lesão no cérebro. No entanto, após 9 dias de internação, a equipe realizou uma punção lombar e o exame revelou que ela estava infectada com a Balamuthia mandrillaris, uma ameba rara que pode alcançar o cérebro. De acordo com a literatura médica, esse parasita mata nove em cada 10 pacientes.

Ameba “comedora de cérebro”

Balamuthia mandrillaris (B mandrillaris) é uma ameba de vida livre. Normalmente encontrada na poeira, no solo e na água. Ela migra para o corpo quando entra em contato com feridas abertas ou é inalada.

A equipe que atendeu a paciente acredita que a idosa, provavelmente, foi infectada no local onde vivia, que era próximo a um lago.

A paciente passou oito dias no hospital local, ficando gradualmente confusa e cada vez mais incapaz de falar. Com o tempo, suas vias aéreas ficaram obstruídas, e ela precisou de ventilação mecânica

“Apesar das medidas agressivas de tratamento, a condição do paciente piorou”, escreveu a equipe médica.

A paciente acabou morrendo depois que a família decidiu abandonar o tratamento.

Diagnóstico da Balamuthia mandrillaris

Assim que entra na corrente sanguínea, a ameba viaja para o cérebro, onde causa a infecção da encefalite amebiana granulomatosa. O diagnóstico e tratamento tardio se deve muitas vezes à falta de manifestações clínicas específicas.

De acordo com o CDC , os primeiros sintomas incluem febre, dor de cabeça, vômito, letargia e náusea. No entanto, à medida que a condição progride ao longo de semanas a meses, pode causar convulsões, fraqueza, confusão, paralisia parcial, dificuldade para falar e dificuldade para andar.

Conteúdo Original / Fonte: Metrópoles

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