A missão é (de) debater, ainda (*)

Por Marina, ContilNet 02/03/2015 às 07:16

10313556 1409004036042159 156453211616908466 nO momento de mais um transbordamento da calha do Rio Acre – o maior de todos os tempos, na Capital e municípios a montante – e, ainda de diversos mananciais em municípios do Acre, é emblemático; e não deveria ser só de tormento e lamento. De pensamento, em prol a sociedade!

Trecho de escrito do autor, tristemente tão atual, merece (re)leitura, e reflexão do (e)leitor e cidadão. A missão é (de) debater – ac24horas (31.05.12):

(…) Fevereiro, no Rio Acre e outros, alagação. Março, mais águas; depois, vento sul e anúncio de “verão”. Nanico. Veranico.

Em Brasiléia, indescritível a inundação. Na Capital (5% urbanizada), na cheia de abril/97 (17,66 m), menor devastação. Do prefeito a constatação. De efeito, maior a danação. Mais Gente sofrida. A Vida. As águas, então, 16 cms abaixo daquela cheia. E subiriam ainda 14 cms – o Rio Acre cheio é lindo na lua cheia.

Cidades ribeirinhas no tormento. Só lamento. Centena e meia de milhares de desabrigados. 20% dos “cidadãos” agoniados. Sobe e baixa d’águas súbito. Risco de desbarrancamentos – Gente pode vir a óbito.

Desativar cidades (partes) inundáveis a melhor opção. E cirúrgica solução. Disse-o o CREA/AC. Não os “políticos” de olho na próxima (re) eleição, não geração. Sai e entra governo, sem solução.

O tema ambiental urbano é incongruente. Habitações insalubres poluem o meio-ambiente. Barracos e barrancos desabam de modo surdo. Reerguê-los é absurdo. Pedaço de bairro de Brasiléia, continua do Brasil. Talvez, passe para Cobija, Pando, Bolívia, no próximo abril. (…)

O (des)governo do Acre – desgraçadamente reeleito (O fiasco da democracia no Brasil, (Des)Governos no Acre (contilnetnoticias)) – se fosse sério, compenetrado no seu dever de ofício, deveria ter se mobilizado, no engajamento e conscientização da população de Brasiléia, no objetivo iminentemente técnico, de, com o tempo, desabitar a parte baixa da cidade.

Nos anos 70/80, algumas cheias vividas pelo autor. Nessas últimas décadas e décadas, tantas e tantas vezes, essa área antiga tem sido submersa; isso é sabido por quem de mais idade…

Não importa a parte baixa, tradicional…; o foco da questão é outro: o local é impróprio à habitação, pois sujeito a previsíveis e repetidos alagamentos.

Brasiléia poderia ser toda em local alto; imune a esse fenômeno natural – para desmoralização de ecomaníacos –; e, em consequência, cessariam a sangria de minguado dinheiro público, intoleráveis de$virtuamentos e tantos padecimentos.

Porém, infelizmente o (des)governo do “Povo” do Acre priorizou torrar milhões de reais de dinheiro público – na “tradição”, no ralo da corrupção… – em obra faraônica de reerguimento, aos solavancos, de barrancos do Rio Acre, na área alagadiça da cidade.

Passados 3 (três) anos do alagamento de 2012, na Capital, por que raios ainda é tamanho o número de desabrigados e desalojados na cidade?

A “Cidade do Povo” não foi idealizada e viabilizada “oficialmente” para o acolhimento de moradores de áreas de risco; ou seja a minimizar/exterminar calamidades como o alagamento na cidade?

Então, o óbvio ululante: a maioria dos lá instalados não é de alagados… Ou somos todos alienados?

É absurdo esse diálogo surdo. As perguntas não se calam; e as pessoas não se falam.

Os números mentem? Ou a “Cidade do Povo” teria sido de$virtuada para finalidade espúria; mais um caso acintoso de $uperfaturamento e corrupção? (Um Bom fim para o Brasil II – ac24horas).

As habitações dos ex-alagados são desocupadas?

Há desvio de finalidade/falsidade ideológica?

A visita ao Acre do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi – acompanhado do secretário Nacional de Defesa Civil, Adriano Pereira; ciceroneados pelo governador Tião Viana, dos senadores Jorge Viana (PT), Gladson Cameli (PP), Sérgio Petecão (PSD), deputados federais (Sibá Machado, Léo Brito, Angelin (PT), Alan Rick (PRB) Jéssica Sales (PMDB)), do presidente da Assembleia Legislativa do Acre, Ney Amorim, etc. – é manchete, sexta-feira (27):

“Ministro promete construir moradias em cidades atingidas pela cheia do rio Acre”; a qual merece acurada atenção.

Antes da construção de mais moradias na Capital, para acolher contingente de alagados…, carece transparência e elucidação, o “nebuloso” perfil da habitabilidade na “Cidade do Povo”…

O vice-presidente do Senado da República dos cara-de-pau, após jantar em sua residência em Brasília com LULALAU, de retorno ao Acre, fala em construir mais casas em Rio Branco.

Nesta segunda-feira, 2, se reuniu com o ministro da Casa Civil, Aluízio Mercadante, a presidente da República, Dilma Rousseff; pediu R$30milhões para reconstruir cidades atingidas pela cheia e auxílio aos desabrigados. O Planalto ordenou ao ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, o retorno ao Acre, para liberar o recurso.

Provavelmente perenizar a cheia aqui não seja mau negócio…

Urge atitude do MPE e MPF – guardiões da Lei e da Sociedade no Acre e no Brasil!

O Brasil não aguenta mais a corrupção. É preciso evolução, especialmente, ética, na política!

(*) Ildefonso de Sousa Menezes, produtor rural, 65; 41 anos no Acre. É Advogado do Brasil (filiado ao PMDB, em 2001)

 

Conteúdo Original / Fonte: Edição: Marina Pinheiro

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.