Deborah Secco: “Não tenho dificuldade de fazer cena de nudez”

Por Marina, ContilNet 19/06/2015 às 14:51

deborah-seccoConstrução

deborah-seccoDeborah Secco é a convidada do programa Ofício em Cena, que será exibido na terça-feira (23), no canal pago GloboNews. A atriz, de 35 anos e quase 30 de carreira, afirma que nunca teve dúvidas do caminho que pretendia seguir. “Eu não sei se virei, acho que nasci atriz. E nasci com muita certeza”.

Para a apresentadora Bianca Ramoneda, Deborah conta como é o seu processo para construção de cada personagem, usando diários, recortes e colagens, e o desconforto que teve que superar para enfrentar as cenas de nudez em alguns trabalhos marcantes.

 Tanto o processo de trabalho quanto a superação do medo para as cenas de nudez, ela deve ao diretor Daniel Filho. Foi ele quem sugeriu que ela fizesse aos 13 anos, para a peça Confissões de Adolescente, um exercício para descobrir porque a personagem era tão masculina. Deborah passou a fazer pastas cheias de recortes e colagens e manteve o hábito. Todas as suas personagens têm signo, perfume, cor preferida, lembranças da escola, diário e cores de preferência.

 

LADO SENSUAL

Deborah conta que foi na novela Suave Veneno, exibida em 1999, que o diretor Daniel Filho começou a aflorar esse lado seu. Deborah tinha 18 anos e sua personagem na trama era uma maria chuteira muito bonita e sensual. Ela conta que dizia ao diretor: “Daniel, você escolheu a atriz errada! Eu me achava o ser humano mais horroroso do planeta, andava de moletom para esconder o que tinha por trás”.

O diretor pediu à figurinista Marília Carneiro que fosse à casa da atriz para trocar algumas roupas pelas da personagem, como saias e tops, para que Deborah incorporasse as peças à sua rotina. “Aquela novela foi muito trabalhosa para mim porque era o dia inteiro tendo que acreditar no que eu não acreditava. Eu não me achava linda, não me via capaz de seduzir ninguém”, conta a atriz. Ela ainda revela como superou o medo das cenas de nudez e lembra da frase de Daniel Filho que ela leva como lição para a vida: “A sua timidez, os seus medos e as suas vontades não podem ser maiores que a sua vocação”. E funcionou. “Eu descobri que a minha raiva, o meu medo, traziam para mim essa sensualidade. Hoje não tenho dificuldade de fazer cena de nudez porque aprendi a controlar esse desconforto”, explica a atriz.

Deborah coleciona personagens sensuais, entre elas a personbagem-título do longa-metragem Bruna Surfistinha, sobre a garota de programa homônima. “Esse filme me calejou muito nessa área, se eu parasse para pensar, não faria.” Deborah conta como foi o laboratório para encenar essa personagem, o que ouviu das meninas que vivem da prostituição e que são essas histórias que valem a pena na profissão. “A arte é necessária para isso, para que a gente se reinvente, se reveja, se vasculhe internamente, para que a gente abra mão das nossas maiores dificuldades. E eu não posso, por pudor ou por vergonha, não contar essa história que eu tive o privilégio de ouvir.”

Conteúdo Original / Fonte: Quem

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