Tina Turner se abre sobre seu passado conturbado e seu convĂvio com o transtorno de estresse pĂłs-traumático (TEPT) no novo documentário “TINA”, filme que a estrela do soul e do rock diz ser seu ato final na vida pĂşblica antes de sair de cena.
Girando em torno de uma entrevista reveladora da artista de 81 anos, depoimentos de pessoas que a conhecem e material de arquivo, o filme acompanha a ascensĂŁo da cantora, da autodenominada “menina dos campos de algodĂŁo” ao estrelato musical global.
“NĂŁo foi uma vida boa”, diz Tina nas cenas de abertura do documentário, que se divide em cinco capĂtulos, começando com a “Parte 1 – Ike e Tina”.
Tina e o ex-marido, Ike Turner, que morreu de uma overdose de cocaĂna em 2007, desfrutaram de um sucesso enorme no final dos anos 1960 e inĂcio dos anos 1970.
Eles se divorciaram em 1976 — o processo foi concluĂdo legalmente em 1978 — depois de um casamento tempestuoso, durante o qual ela disse que era espancada.
A intĂ©rprete de “What’s Love Got to Do With It” se lançou em carreira solo nos anos 1980.
“A primeira coisa que ela disse quando estávamos nos sentando foi ‘eu nĂŁo quero fazer isto'”, disse o codiretor de “TINA”, Dan Lindsay, que foi abordado pelo marido de Tina, Erwin Bach, para fazer o documentário.
“E nĂłs dissemos ‘OK, o que isso significa?’ Ela quis dizer que nĂŁo queria mais nada com a imprensa e coisas assim, e o final do filme fala de como sair de cena lentamente.”
“Para mim, a maior revelação Ă© ela sofrer de TEPT. E isso foi tĂŁo inesperado que mudou fundamentalmente nossa abordagem do filme inteiro”, disse o codiretor T.J. Martin.
O documentário “TINA”, que vem recebendo elogios da crĂtica especializada, estreia na HBO dos Estados Unidos no dia 27 de março.
(Foto: Reprodução)

