O tenor italiano Andrea Bocelli será a estrela principal da cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026, agendada para a tarde desta quinta-feira (11), no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México. O artista confirmou que interpretará “DNA”, o hino oficial escolhido pela Fifa para embalar a competição, que pela primeira vez na história contará com 48 seleções e três países-sede.
O pontapé inicial do torneio ocorre logo após o encerramento da festividade artística, às 16h (horário de Brasília), com o duelo inaugural entre o México e a África do Sul. A abertura encerra um longo período marcado por controvérsias de bastidores, debates logísticos e incertezas sobre o formato expandido da competição que divide as sedes entre território mexicano, norte-americano e canadense.
Em entrevista concedida à rede internacional de televisão CNN, Bocelli externou sua conexão íntima com o futebol e defendeu que o esporte possui uma dimensão estética e humanitária de alcance global. O cantor recorreu à literatura clássica para ilustrar o impacto social do esporte de massas.
“Espero que as pessoas possam apreciar o bom futebol, porque quando o futebol é bonito e honesto, é parte dessa beleza que salvará o mundo, como disse Dostoiévski”, declarou o tenor italiano, remetendo à célebre máxima do escritor russo.
O músico detalhou como reagiu ao chamado institucional da entidade máxima do futebol:
“Quando a FIFA me ligou, fiquei muito feliz, porque eu realmente amo futebol. Quando ouvi o hino da Copa do Mundo pela primeira vez, gostei muito, mesmo sendo bem diferente das músicas que costumo cantar”, afirmou o artista à emissora.
A composição de “DNA” reflete a estratégia da Fifa de dialogar com diferentes demografias e mercados fonográficos internacionais. A faixa estruturada em estúdio promove um ecletismo sonoro incomum, unindo a erudição lírica de Bocelli à assinatura eletrônica do produtor francês David Guetta. A canção conta ainda com as rimas da rapper norte-americana Megan Thee Stallion e os vocais da cantora sul-coreana Ejae.
Para a apresentação ao vivo no gramado do Azteca, Bocelli dividirá o palco central com Ejae. Em nota oficial distribuída pela assessoria de imprensa da Fifa, o cantor reiterou o significado pessoal de capitanear a trilha sonora do Mundial de 2026.
“O título da música, DNA, diz tudo: o futebol sempre fez parte da minha vida e sempre terá um lugar especial no meu coração. Ser convidado para cantar o hino da Copa do Mundo e participar da cerimônia de abertura é uma honra. À Fifa, aos organizadores e a todos os torcedores: é para vocês que cantamos”, concluiu o tenor.
