Em busca de sua quarta estrela dourada, a seleção da Argentina enfrenta a Inglaterra nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos. O confronto, válido pela semifinal da Copa do Mundo de 2026, carrega uma carga histórica de rivalidade e um tabu estatístico que gera desconforto nos bastidores do elenco albiceleste: a equipe sul-americana não vence um país campeão mundial no tempo regulamentar há 36 anos no torneio.
O último triunfo argentino nos 90 minutos regulamentares contra uma seleção detentora de títulos mundiais ocorreu na Copa do Mundo de 1990, na Itália. Naquela ocasião, a Argentina eliminou o Brasil nas oitavas de final ao vencer por 1 a 0. O clássico entrou para o folclore do futebol devido ao episódio da “água batizada”, quando o técnico Carlos Bilardo ofereceu garrafas d’água com tranquilizantes para jogadores da seleção brasileira.
Desde o confronto em solo italiano, a Argentina mediu forças com outras potências globais que já ergueram a taça da Fifa, mas não conseguiu superá-las antes da prorrogação ou das penalidades máximas. O retrospecto inclui duelos contra Alemanha, França, Inglaterra e Itália, nos quais a classificação ou o título só vieram na marca do cal.
O histórico contra cada adversário após 1990 detalha o tamanho do tabu:
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Alemanha: É o principal algoz dos argentinos, com três derrotas no tempo normal e um empate em 2006 (com eliminação albiceleste nos pênaltis por 4 a 2);
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França: Registra uma derrota no tempo regulamentar e um empate — este último na histórica final de 2022, no Qatar, que terminou em 3 a 3 e culminou no tricampeonato argentino nos pênaltis por 4 a 2;
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Inglaterra: Adversária desta quarta, enfrentou a Argentina nas oitavas de 1998. Houve empate por 2 a 2 no tempo normal e vitória sul-americana nas penalidades por 4 a 2;
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Itália: No próprio Mundial de 1990, as equipes empataram por 1 a 1 na semifinal, e a Argentina avançou à decisão ao vencer nos pênaltis por 4 a 3.
Sob o comando de uma nova geração que tenta dar sequência ao ciclo vitorioso aberto no Qatar, a comissão técnica argentina foca em neutralizar o poderio ofensivo inglês para evitar que a partida se estenda para o tempo extra. A Inglaterra, por sua vez, tenta carimbar o passaporte para a final e reviver o espírito de sua única conquista, em 1966.
Quem avançar do confronto em Atlanta enfrentará o vencedor da outra semifinal na grande decisão da Copa do Mundo de 2026, a primeira edição da história organizada de forma conjunta por três países da América do Norte: Estados Unidos, México e Canadá.
