A Seleção Brasileira faz a sua estreia na Copa do Mundo de 2026 na noite deste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), enfrentando a equipe do Marrocos no gramado do MetLife Stadium, em Nova Jersey. Válido pelo Grupo C da competição chave que também conta com Escócia e Haiti, o confronto marca apenas a segunda vez em que as duas nações se cruzam na história dos mundiais. O único precedente, registrado há 28 anos na França, ficou marcado na crônica esportiva por uma mistura de futebol de alto nível e tensão interna no vestiário nacional.
Em 16 de junho de 1998, no encontro anterior pelo torneio da Fifa, o Brasil venceu o Marrocos pelo placar de 3 a 0. A partida foi rotulada pela imprensa nacional da época como a principal exibição técnica daquela edição até aquele momento. O duelo foi conduzido por uma atuação destacada de Ronaldo Fenômeno, que além de balançar as redes, distribuiu a assistência para o gol do atacante Bebeto. O meia Rivaldo completou o marcador da goleada.
A exibição de Ronaldo seguiu o roteiro projetado pelo próprio atleta em declarações dadas na véspera do embate. Concentrado em solo francês, o jovem atacante havia prometido aos jornalistas que “arrebentaria” o sistema defensivo dos marroquinos.
”Arrebentei, viu? Não falei que o gol ia sair hoje e que a seleção ia arrebentar? Os caras não viram a cor da bola. Daqui para frente vai ser assim. Fiquei amarradão com esse gol”, declarou Ronaldo à época, logo após deixar o gramado.
Apesar da facilidade desenhada no placar, a partida de 1998 entrou para a história dos mundiais por um episódio de indisciplina técnica e desentendimento ríspido entre o capitão e volante Dunga e o atacante Bebeto. A discussão teve início no setor de meio-campo, logo após Bebeto tentar um drible individual, perder a posse da bola e propiciar um contra-ataque estruturado para os jogadores de Marrocos.
A falha tática provocou irritação imediata em Dunga. O capitão partiu em direção ao companheiro desferindo xingamentos e apontando o dedo em riste. A tensão escalou para um confronto físico com uma tentativa de cabeçada por parte do volante, o que obrigou o restante dos jogadores da Seleção Brasileira a intervirem no gramado para conter a briga. O atrito acabou pacificado minutos depois, sendo formalmente encerrado com um abraço coletivo entre Dunga e Bebeto na comemoração do terceiro gol brasileiro.
Vinte e oito anos após o episódio na França, o cenário técnico da Seleção Brasileira exibe uma nova geração em campo. Sob o comando da comissão técnica, a equipe titular que deve iniciar a campanha no MetLife Stadium está desenhada no esquema tático tradicional.
O time provisório que vai a campo conta com Alisson no gol; a linha defensiva formada por Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; o setor de meio-campo preenchido por Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; e o trio ofensivo composto por Raphinha, Vini Jr. e Matheus Cunha. Os três pontos no debute são considerados fundamentais para dar estabilidade ao planejamento do grupo na competição.
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