A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, na tarde desta terça-feira (30), que o meio-campista Lucas Paquetá sofreu uma lesão muscular na região posterior da coxa esquerda. O diagnóstico foi estabelecido após a realização de exames de imagem detalhados, um dia depois de o atleta deixar o campo com dores durante a vitória da seleção brasileira contra o Japão, pela fase de grupos da Copa do Mundo.
Com a confirmação médica, o jogador está oficialmente vetado pelo departamento médico para o confronto válido pelas oitavas de final da competição internacional, agendado para este domingo (5).
A contusão ocorreu nos minutos finais do primeiro tempo da partida contra a equipe japonesa. Na ocasião, Paquetá disputou uma bola dividida com um adversário e, imediatamente, passou a apresentar limitação de movimentos, levando a mão à face posterior da coxa esquerda.
A área afetada compreende o grupo de músculos isquiossurais — composto pelo bíceps femoral, semitendíneo e semimembranoso —, estruturas fundamentais para a execução de arrancadas, desacelerações, saltos e mudanças bruscas de direção no futebol. A CBF optou por não divulgar o grau da ruptura das fibras musculares, que varia em uma escala de um (estiramento leve) a três (ruptura total).
A gravidade do quadro clínico acendeu o alerta na comissão técnica devido à curta duração do torneio de seleções. Embora não envolva o tecido ligamentar, o tempo de cicatrização pode forçar a ausência definitiva do meia do Flamengo na Copa do Mundo.
“Embora geralmente tenham um tempo de recuperação menor que uma lesão ligamentar grave, lesões musculares podem ser suficientes para tirar um atleta de toda a competição. Dependendo da extensão da lesão, a recuperação pode demandar de duas a seis semanas, período incompatível com a duração de um torneio curto”, explica o ortopedista e médico do esporte Jorge Oliva Júnior, do Hospital DF Star, de Brasília.
Conforme a nota oficial emitida pela entidade máxima do futebol brasileiro, o meio-campista permanecerá concentrado com a delegação nacional e já iniciou um cronograma de fisioterapia e tratamento intensivo sob a supervisão dos médicos da seleção. O objetivo do procedimento é tentar acelerar a reabilitação física para que o jogador possa retornar aos treinamentos comandados pelo técnico Carlo Ancelotti caso o Brasil avance para as fases agudas do certame.
