Fifa cogita nova expansão e estuda Copa do Mundo com 64 seleções

Presidente da entidade, Gianni Infantino, afirma que proposta será debatida em comitês técnicos

Por Fhagner Soares, ContilNet 12/07/2026 às 13:36
Modelo em estudo prevê o retorno de chaves de quatro seleções e fim da vaga de terceiros colocados/ Foto: Reprodução

Mal começou a vigorar o modelo com 48 participantes, a direção da Fifa já avalia uma nova reformulação histórica no formato da Copa do Mundo. O presidente da federação internacional, Gianni Infantino, confirmou que a entidade vai analisar a viabilidade de expandir o torneio para 64 seleções de futebol masculino, com a possibilidade de implementar a mudança a partir da edição de 2030.

A declaração foi dada pelo dirigente em entrevista ao veículo de comunicação suíço Bluewin. De acordo com Infantino, o debate institucional sobre o inchaço da tabela e a inclusão de mais 16 países na competição será aberto de maneira formal nos comitês técnicos da federação assim que o atual Mundial for encerrado.

O argumento central defendido pela cúpula da Fifa é a necessidade de democratizar o acesso ao evento esportivo, rompendo com o domínio histórico exercido pelas confederações do mercado europeu e sul-americano. Para o mandatário, a atual expansão aplicada em 2026 serviu como um indicativo de que o aumento do grid atende aos objetivos comerciais e de representatividade da marca.

“Esse é definitivamente um assunto que será examinado e discutido nos comitês competentes após esta Copa do Mundo. Ao organizar uma Copa do Mundo, é importante organizá-la para o mundo inteiro, não apenas Europa e América do Sul, mas efetivamente o mundo todo. Toda nação deveria ter o direito de sonhar em participar da Copa do Mundo. Se você não der aos países menores a chance de participar, eles não terão o incentivo para continuar evoluindo”, justificou Infantino ao portal europeu.

A articulação política de bastidores para desenhar uma Copa com 64 competidores começou a ganhar musculatura em 2025. A proposta inicial foi apresentada por um delegado da Conmebol durante uma sessão do Conselho da Fifa. Posteriormente, o próprio chefe da confederação da América do Sul, Alejandro Domínguez, endossou publicamente a tese e classificou a ampliação como um “sonho” para o futebol continental.

Caso o plano seja ratificado pelo colegiado da Fifa para o Mundial de 2030 — que terá jogos distribuídos por seis países em três continentes —, a dinâmica da disputa sofrerá alterações profundas.

O torneio passaria a ser estruturado com 16 grupos de quatro equipes cada. Sob essa configuração, a classificação direta voltaria a contemplar exclusivamente os dois melhores de cada chave, eliminando o atual sistema de repescagem que beneficia os melhores terceiros colocados. Em contrapartida, a fase de mata-mata ganharia um degrau extra de complexidade com a criação da rodada de 32avos de final antes das oitavas de final.

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