A seleção do Marrocos sofreu um duplo desfalque de peso em seu planejamento tático a menos de 48 horas da estreia na Copa do Mundo de 2026 contra a Seleção Brasileira. A comissão técnica do país africano oficializou o corte médico do zagueiro Nayef Aguerd, titular do Olympique de Marseille (França), e do atacante Abde Ezzalzouli, peça fundamental do esquema ofensivo do Real Betis (Espanha).
A gravidade das lesões e os exames clínicos detalhados que inviabilizaram a permanência dos atletas no torneio mundial não foram divulgados pela federação marroquina, que correu contra o tempo regulamentar da Fifa para protocolar as substituições na lista oficial de inscritos.
A perda de Ezzalzouli é considerada o golpe mais duro para as pretensões de Marrocos na fase de grupos. O ponta-esquerda vinha sendo tratado pela imprensa internacional como uma das grandes promessas de impacto para esta edição do Mundial, respaldado por uma temporada de alto desempenho no futebol espanhol.
O rendimento do atacante no ciclo europeu que antecedeu a Copa justifica a preocupação dos torcedores africanos:
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Estatísticas na temporada: O jogador marcou 15 gols e distribuiu 9 assistências com a camisa do Real Betis;
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Características: Atuando pelos lados do campo, Ezzalzouli era a principal arma de velocidade e drible para abastecer o centroavante do setor ofensivo marroquino.
Para preencher as lacunas abertas pelos cortes médicos de última hora, o comando técnico do Marrocos acionou atletas que figuravam na lista de suplentes e monitoravam o andamento das preparações:
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Na defesa: O zagueiro Marwane Saadane, que defende as cores do Al Fateh, do mercado da Arábia Saudita, assume o posto deixado por Nayef Aguerd na retaguarda;
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No ataque: O jovem atacante Amine Sbai, atleta com boa minutagem pelo Angers, do futebol francês, foi convocado para herdar a vaga e a numeração de Ezzalzouli.
Os dois novos convocados desembarcaram na sede da concentração da equipe e já participam das sessões finais de reconhecimento de gramado. Apesar do reforço emergencial, os analistas esportivos apontam que as alterações forçadas quebram o entrosamento da linha de quatro defensores e reduzem o poder de fogo marroquino para o duelo estratégico contra o elenco comandado por Carlo Ancelotti, agendado para o próximo sábado (13).
