A bola oficial da Copa do Mundo de 2026 começou a protagonizar uma discussão que remete a uma das maiores polêmicas da história dos Mundiais. Batizada de Trionda, a bola desenvolvida pela Adidas tem sido comparada à famosa Jabulani, utilizada na Copa de 2010 e criticada por goleiros devido ao comportamento imprevisível durante os jogos.
A comparação ganhou força após uma sequência de gols marcados de longa distância nas primeiras rodadas do torneio. Ex-jogadores e comentaristas da imprensa britânica afirmam que a Trionda parece viajar mais rápido e apresentar movimentos difíceis de prever, aumentando o grau de dificuldade para os goleiros.
Segundo análises divulgadas pela imprensa internacional, o fenômeno não estaria ligado apenas ao projeto da bola. Fatores como altitude, calor intenso e até o uso de ar-condicionado em estádios fechados dos Estados Unidos, México e Canadá influenciariam diretamente a velocidade e a trajetória dos chutes. Em locais como a Cidade do México, por exemplo, o ar mais rarefeito reduz a resistência aerodinâmica e faz a bola percorrer maiores distâncias em menos tempo.
Lances registrados na fase de grupos reforçaram a discussão. Gols marcados por jogadores como Lionel Messi, Kylian Mbappé e Yasin Ayari em finalizações de fora da área foram citados por analistas como exemplos de trajetórias que surpreenderam os goleiros adversários.
A polêmica lembra o que ocorreu com a Jabulani na Copa da África do Sul. Na época, goleiros de diversas seleções classificaram a bola como imprevisível e difícil de controlar, embora a fabricante defendesse o projeto e atribuísse as críticas ao processo natural de adaptação dos atletas.
Enquanto a Fifa e a Adidas não se manifestam sobre as reclamações recentes, a Trionda segue no centro das atenções. Se para os atacantes a nova bola parece favorecer os chutes de média e longa distância, para os goleiros o desafio tem sido reagir a trajetórias que, segundo eles, chegam mais rápidas do que o esperado.



