O futebol nacional registrou neste final de semana o placar mais elástico de toda a história do Campeonato Brasileiro, considerando as suas quatro divisões estruturais. Em partida válida pela fase de grupos da Série D, o Porto Velho derrotou o Humaitá, clube do município de Porto Acre (localizado a cerca de 60 quilômetros da capital Rio Branco), pelo placar de 13 a 0. O confronto, válido pelo Grupo A2 da competição, foi disputado no estádio Valerião, em Ariquemes, no interior de Rondônia.
O resultado estabelece uma nova marca histórica para o futebol do país, superando com folga os recordes anteriores de disparidade técnica em competições nacionais organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Até então, o maior marcador das quatro divisões pertencia à própria Série D, registrado na edição de 2023, quando o Brasiliense aplicou 10 a 0 sobre o Interporto, de Tocantins.
Para efeito comparativo com a história do futebol brasileiro de elite, o placar imposto pelo Porto Velho sobre a equipe acreana supera os registros mais expressivos da Primeira Divisão. Na Série A, a liderança histórica de goleadas ainda pertence ao Corinthians, que venceu o Tiradentes, do Piauí, por 10 a 1 na edição de 1983 do torneio.
Quando o recorte estatístico é restringido exclusivamente à era dos pontos corridos da Primeira Divisão (adotada em 2003), o topo da lista de goleadas pertence ao Flamengo. Na edição do Brasileirão do ano passado (2025), o clube carioca derrotou o Vitória por 8 a 0, índice que agora é amplamente superado pelo massacre sofrido pelo Humaitá na quarta divisão.
O revés deixa o Humaitá em situação delicada na tabela de classificação do Grupo A2 da Série D e abre debates nos bastidores do clube do interior do Acre a respeito do planejamento para a sequência do torneio. A comissão técnica do clube acreano deve reavaliar o elenco nos próximos dias para tentar estancar a crise técnica gerada pelo resultado em Rondônia.
