O desempenho técnico de Lionel Messi na primeira fase da Copa do Mundo de 2026 estabeleceu uma distorção estatística inédita na história dos Mundiais. Autor de seis gols nos três primeiros compromissos da Argentina no torneio, o capitão da Albiceleste apresenta um volume ofensivo superior ao de 30 equipes que disputam a atual edição da competição.
Caso o atacante de 39 anos fosse contabilizado de forma isolada como uma federação no quesito gols pró, ele figuraria à frente da grande maioria dos concorrentes. No atual cenário do torneio, apenas 17 seleções conseguiram produzir mais gols coletivamente do que o camisa 10 individualmente.
O poder de finalização demonstrado pelo atleta coloca o jogador acima de estruturas ofensivas completas de equipes tradicionais do futebol internacional. Espanha, Colômbia e Uruguai são exemplos de seleções que encerraram suas participações na rodada ou avançaram na tabela registrando menos gols acumulados do que o craque argentino.
Além de comandar de forma isolada a tabela de artilheiros da competição atual, o gol anotado por Messi no último sábado (27) contra a Jordânia — em cobrança de falta na vitória por 3 a 1 — selou um marco histórico. O lance fez o atacante atingir a marca de 19 gols na história das Copas do Mundo, isolando-se de forma definitiva como o maior goleador de todas as edições do campeonato da Fifa.
A consistência ofensiva também quebrou um recorde que durava décadas: Messi tornou-se o primeiro jogador a balançar as redes por sete partidas consecutivas em Copas do Mundo, sequência iniciada nas oitavas de final da campanha do título de 2022, no Catar.
Atrás dos seis gols anotados pelo atacante argentino, o mapa de produtividade das seleções expõe a escassez de gols de elencos inteiros na competição. Veja o agrupamento de equipes que marcaram menos vezes que o capitão argentino:
