O treinador da seleção da Escócia, Steve Clarke, anunciou o seu pedido de demissão do cargo neste sábado (27). A decisão foi oficializada logo após a confirmação da eliminação matemática da equipe da Copa do Mundo de 2026. No comando da chamada Tartan Army desde 2019, o profissional encerra um ciclo histórico de sete anos à frente da equipe nacional britânica.
Sob a liderança do treinador, a seleção escocesa havia quebrado um jejum de quase três décadas ao garantir a classificação para o Mundial de 2026, feito que o país não alcançava desde a edição de 1998, na França. Em um comunicado divulgado por meio das plataformas digitais da federação, o técnico publicou uma carta aberta de despedida direcionada aos torcedores. No texto, ele fez um balanço de sua trajetória, elogiou o engajamento da torcida, recordou os momentos de classificação e prestou agradecimentos aos jogadores, comissão técnica e dirigentes.
“Com o tempo, poderei refletir sobre estes sete anos turbulentos, mas um elemento que me trouxe enorme satisfação foi testemunhar a reconexão entre a nossa seleção e os nossos torcedores”, escreveu Steve Clarke.
A Escócia encerrou a sua participação na fase inicial do torneio ocupando a terceira colocação do Grupo C, chave que continha também a Seleção Brasileira. A equipe europeia somou três pontos e acumulou um saldo negativo de três gols em suas exibições. O desempenho técnico posicionou o elenco como o segundo pior terceiro colocado entre todos os grupos, critério regulamentar que culminou na desclassificação precoce do campeonato.
Apesar do desfecho negativo na tabela do Mundial, o diretor executivo da Associação Escocesa de Futebol, Ian Maxwell, emitiu uma declaração formal de reconhecimento à herança esportiva deixada pelo ex-comandante.
“Agradecemos a Steve por sua contribuição histórica e sabemos que, quando a decepção da eliminação na Copa do Mundo passar, os torcedores da Escócia ficarão gratos pelas lembranças de marchar com orgulho em grandes torneios mais uma vez”, ponderou Maxwell.
