Única mãe no Botafogo, Kamilla superou julgamentos e lida com distância da filha

Por Redação (Douglas Richer) 09/05/2021 às 08:40
Kamilla entrando em campo com a filha quando ainda defendia a Ferroviária — Foto: Arquivo pessoal

O simples direito à maternidade ou à paternidade expõe mais um ponto da desigualdade de gênero no esporte. Enquanto metade do elenco masculino do Botafogo é pai, no feminino a realidade é diferente. Entre as 28 jogadoras, apenas uma já teve filho: a atacante Kamilla, que lida com a distância, a saudade e muito amor na missão de ser mãe da Kamilly.

Aos 15 anos, o futebol profissional ainda não era realidade na vida de Kamilla Morais Sotero. Se o futuro de jogos, competições e títulos não passava pela cabeça da atacante, a carreira pareceu ainda mais impossível quando ela se viu grávida. Mãe aos 16 anos, a belo-horizontina enfrentou a depressão por não aceitar a gravidez.

Durante um tempo, escondeu o lado materno por vergonha e medo do julgamento. Dez anos depois, mais madura e jogadora profissional do Botafogo, Kamilla quer que o mundo saiba o orgulho que ela sente pela filha, tanto que o nome de Kamilly virou tatuagem no braço da atleta.

– Já tentei esconder demais que estava grávida, hoje Ă© o contrário. Escondi nĂŁo pela vergonha de ter filho, mas pelo que as pessoas falam e dĂŁo a entender. Hoje nĂŁo me deixa triste, mas sempre tinha o espanto por ser mĂŁe nova. A vergonha era mais na gravidez, mas hoje nĂŁo. Quando perguntam, eu falo com muito orgulho. Ela Ă© minha felicidade – contou Kamilla em entrevista ao ge.

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ConteĂşdo Original / Fonte: GLOBO ESPORTE

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